Pressões não tirarão Hamas do governo, diz premier palestino

O primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, disse nesta sexta-feira, 14, que as pressões financeiras lideradas pelos Estados Unidos não irão tirar o Hamas do governo palestino. Haniyeh garantiu que o povo está disposto a fazer sacrifícios pela sua soberania. "Nós comeremos óleo de cozinha e azeitonas." Os Estados Unidos e a União Européia retiraram o auxílio aos palestinos após a vitória do Hamas nas eleições. As declarações de Haniyeh foram feitas em Jabaliya, maior campo de refugiados da Faixa de Gaza. O primeiro-ministro disse que o atual governo fica no poder "por todos os quatro anos", apesar da "aliança perversa" liderada pelos EUA. Milhares de palestinos saíram às ruas de cidades de Gaza e da Cisjordânia para demonstrar apoio ao governo. O auxílio financeiro foi cortado porque o Hamas, que não aceita a existência de Israel, é considerado um grupo terrorista pelos EUA e pela União Européia. Israel suspendeu os cerca de US$ 50 milhões mensais em impostos anteriormente coletados e repassados ao governo palestino. Hoje, o governo dos Estados Unidos proibiu seus cidadãos de fazerem negócios com o governo palestino. A medida tem o objetivo de intensificar ainda mais as pressões financeiras contra o grupo fundamentalista islâmico. Em um memorando, obtido pela Associated Press, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos afirma que "as transações com a Autoridade Nacional Palestina por parte de americanos estão proibidas, a menos que sejam outorgadas licenças" para este fim. A ANP está com os cofres vazios para pagar seus 140 mil funcionários públicos. O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, anunciou nesta sexta, no Marrocos, que irá à Europa a fim de obter ajuda para "salvar a ANP da composição total".

Agencia Estado,

14 Abril 2006 | 18h25

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