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Pretendente ao trono do Iraque volta do exílio

Com uma aparência mais de político do que de rei, Sharif Ali bin Hussein, o aristocrata exilado pretendente ao trono do Iraque, retornou a seu país nesta terça-feira, prometendo a uma multidão de monarquistas e chefes tribais que ele quer criar uma nação "digna, livre e democrática". O rico banqueiro londrino que abandonou o Iraque em 1958, mesmo ano em que nasceu, chegou em um vôo privado e em seguida se dirigiu ao mausoléu de sua família, onde estão os restos de dois reis iraquianos: Faiçal I e Ghazi. Após visitar a tumba de seus antepassados, falou com cerca de 1.500 simpatizantes reunidos no jardim atrás do edifício, semelhante a uma mesquita. Partidários de Sharif Ali disseram que tentarão convocar um referendo que permita aos iraquianos elegê-lo para colocá-lo à frente de uma monarquia constitucional. O próprio Sharif Ali, no entanto, não fez qualquer menção a esses planos em seu discurso desta terça-feira. O pretendente ao trono propôs reconstruir o Iraque com base na "dignidade, liberdade e democracia". Sharif Ali descende da mesma família real hashemita que governa a Jordânia. Seu ramo iraquiano, representado por Faiçal I, foi instalado no trono pela Grã-Bretanha após a Primeira Guerra mundial, e a família governou o Iraque até ser deposta em um golpe militar, em 1958. Sharif Ali não é o único sobrevivente da família real iraquiana. Dois de seus primos, membros da família real jordaniana, também foram mencionados como aspirantes ao trono.

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