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Previsões apontam Trump como favorito em 2020

Um levantamento do site FiveThirty Eight, com dados desde 1944, constatou uma diferença de 11 pontos porcentuais entre as pesquisas um ano antes das prévias e o resultado nas urnas

Helio Gurovitz, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2019 | 05h00

Por mais que as pesquisas nos Estados Unidos revelem a impopularidade de Donald Trump e apontem democratas em primeiro lugar nas eleições do ano que vem, o retrospecto mostra que, a esta altura da campanha, elas não costumam funcionar como prognóstico.

Um levantamento do site FiveThirty Eight, com dados desde 1944, constatou uma diferença de 11 pontos porcentuais entre as pesquisas um ano antes das prévias e o resultado nas urnas. Previsões com base em indicadores econômicos se revelaram mais confiáveis que modelos estatísticos com base nas pesquisas, sobretudo na eleição de Trump.

O modelo da TrendMacrolytics, que acertou a vitória dele em 2016, prevê agora que Trump será reeleito com 294 dos 538 votos no Colégio Eleitoral (são necessários 270). Outro que acertou em 2016 foi Ray Fair, da Universidade Yale. Seu modelo, com base apenas no PIB, diz que os democratas terão em torno de 46% dos votos na urna. 

Pelos cálculos de Alan Abramowitz, da Universidade Emory, se a economia crescer mais de 1% no segundo trimestre do ano que vem e a popularidade de Trump se mantiver, ele terá entre 263 e 303 votos no colégio eleitoral. O economista-chefe da Moody’s, Mark Zandi, diz acompanhar 12 modelos com base em indicadores econômicos e afirma que, em todos, Trump vence com folga.

Desde a década de 80, o modelo do historiador político Allan Lichtman nunca errou. Usa 13 perguntas objetivas sobre fatores políticos e econômicos. A previsão depende de uma nota de 0 a 13. Quanto mais perto de 13, maior a chance de vitória. Em 2016, Lichtman previu a vitória de Trump com nota 6,5. Hoje, ela se aproxima de 8.

 

ELEIÇÃO

Por que os democratas se arriscam no espanhol

Idioma materno de 41 milhões nos Estados Unidos e segunda língua mais comum do país, o espanhol faz sucesso entre os pré-candidatos democratas, interessados em conquistar o voto latino, em especial na Flórida e no Texas, que têm preferido os republicanos nas últimas eleições. Para 23% dos americanos, o inglês não é o idioma materno (ou não o único). O português é comum em Massachusetts, Connecticut e Rhode Island, que abrigam comunidades de pescadores originárias de Portugal. Na tabela, as línguas que os americanos falam em casa.

GLOBALIZAÇÃO

Desigualdade chinesa se aproxima da americana

A desigualdade na China se aproxima dos níveis ocidentais, constata um novo estudo dos economistas Thomas Piketty, Gabriel Zucman e Li Yang na American Economic Review. Com base nas contas nacionais, pesquisas e dados tributários, eles concluem que a renda dos 10% mais ricos cresceu de 27% para 41% entre 1978 e 2015, enquanto a dos 50% mais pobres caiu de 27% para 15%. “Os níveis de desigualdade chineses eram similares aos dos países nórdicos e agora se aproximam dos americanos”, afirmam.

TELEVISÃO

Série ‘Chernobyl’ desperta debate no Irã

Sujeito a sanções do governo Trump por causa de seu programa atômico, o Irã se tornou palco de debate intenso em torno da série Chernobyl, sobre a catástrofe nuclear de 1986 na Ucrânia. Um conselheiro do presidente Hassan Rohani afirmou que políticos deveriam assisti-la para “aprender uma lição” sobre o “custo das mentiras”, segundo relato do jornalista Rohollah Faghihi. Um conhecido analista de cinema local criticou os americanos por “tirar proveito da tragédia para reivindicar o papel de heróis”. Os maiores jornais do país repercutiram a discussão.

REINO UNIDO

Morrisey defende extrema direita 

Fundado em 2017 pela ativista Anne Marie Waters com um programa abertamente contra os muçulmanos, o partido de extrema direita For Britain conta com o inesperado apoio do cantor Morrisey, líder da banda The Smiths nos anos 80. Depois de aparecer no programa de Jimmy Fallon com um broche do For Britain na lapela, Morrisey teceu elogios a Waters em seu site e declarou sobre o racismo: “A palavra não tem mais sentido. Todo mundo prefere a própria raça – será que isso faz de todos racistas?”

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