EFE/EPA/JEROME FAVRE
EFE/EPA/JEROME FAVRE

Primárias de partidos pró-democracia levam mais de 500 mil eleitores às urnas em Hong Kong

Pleito ocorreu ante ameaça de Pequim de utilizar lei de segurança nacional para punir eleitores

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2020 | 14h49

HONG KONG - Mais de meio milhão de pessoas foram às urnas neste domingo, 12, para votar nas primárias organizadas por partidos pró-democracia em Hong Kong. O pleito vai apontar os candidatos para as eleições legislativas do país.

A participação foi alta, apesar do aviso do governo de que poderia violar a nova lei de segurança imposta por Pequim ao território semiautônomo chinês. 

Milhares de pessoas esperaram para entrar nos mais de 250 centros de votação no território. A votação durou dois dias, sábado e domingo. Após o fechamento dos centros eleitorais, os organizadores informaram ter contabilizado 580 mil eleitores no sistema de votação eletrônica.

"Diante da nova lei de segurança nacional, quase 600.000 pessoas vieram e votaram, e aí que vemos a coragem do povo de Hong Kong", disse o ex-deputado e organizador das primárias, Au Nok-hin.

Os candidatos vencedores serão anunciados na segunda-feira após a contagem, e concorrerão às eleições legislativas de Hong Kong, previstas para setembro.

Na quinta-feira, 9, o secretário de Assuntos Constitucionais e Continentais, Erick Tsang, chegou a afirmar que aqueles que "organizam, planejam e participam" das eleições primárias podem ser punidos pela lei de segurança imposta por Pequim. A fala do secretário foi publicada por vários jornais pró-Pequim, mas não foi suficiente para diminuir o comparecimento dos eleitores.

Na semana passada, como resposta ao movimento pró-democracia iniciado em 2019, Pequim impôs uma lei de segurança em Hong Kong, prevendo a punição de atos de subversão, secessão, terrorismo e conluio com forças estrangeiras./ AFP

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