Primeira africana Nobel da Paz morre no Quênia

Memória

NAIRÓBI, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2011 | 03h05

A ativista e ambientalista queniana Wangari Maathai, primeira mulher africana a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, em 2004, morreu no domingo, aos 71 anos, em decorrência de um câncer no ovário. O anúncio foi feito ontem pela organização que ela fundou, o Movimento Cinto Verde.

Após uma prolongada luta contra o câncer, Maathai morreu acompanhada de familiares em um hospital de Nairóbi, capital do Quênia. A ativista tinha três filhos e uma neta. Ela foi a primeira mulher a completar um doutorado na África Central e Oriental e foi premiada com o Nobel por seu trabalho à frente do Movimento Cinto Verde, fundado em 1977.

O projeto é uma das principais iniciativas de plantio de árvores na África. Ele busca promover a biodiversidade e, ao mesmo tempo, criar empregos para as mulheres. Desde sua fundação, o movimento ajudou a plantar cerca de 40 milhões de árvores em todo o continente.

Em 2004, quando o comitê do Nobel anunciou que daria o prêmio a Maathai, destacou sua posição "à frente da luta para promover um desenvolvimento ecológico que fosse viável socialmente, economicamente e culturalmente no Quênia e na África". A organização ressaltou também que Maathai conseguiu uma abordagem global do desenvolvimento sustentável, que "abrange a democracia, os direitos humanos e os direitos da mulher".

Além de seu trabalho no Quênia, Maathai ampliou o ativismo ecológico para outros países do continente. Nos últimos anos, ela se dedicou à proteção da selva da bacia do Rio Congo, na África Central, segunda maior floresta tropical do mundo. / EFE e REUTERS

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