Primeira-dama desafia a tradição

Cécilia Sarkozy assume papel político e causa polêmica

Paris, O Estadao de S.Paulo

07 Julho 2027 | 00h00

Dois anos após ter declarado que iria entediar-se como primeira-dama da França, Cécilia Sarkozy, parece ter abraçado seu novo papel. A mulher do presidente Nicolas Sarkozy foi destaque nos meios de comunicação franceses depois de ter ajudado, na terça-feira, no acordo de libertação das cinco enfermeiras búlgaras e do médico palestino, presos havia oito anos na Líbia por supostamente terem infectado mais de 400 crianças com o vírus HIV. Acostumados à atuação discreta de Bernardette Chirac durante os 12 anos de governo de Jacques Chirac, os franceses deparam-se agora com uma primeira-dama politicamente ativa. "Isso é completamente novo para a França. Até agora, o papel de primeira-dama ficava confinado apenas a assuntos de caridade", afirmou o analista político francês Emmanuel Le Masson, que ressaltou que a atuação de Cécilia não tem até agora controle parlamentar, legitimidade eleitoral ou cargo diplomático definido. É justamente essa falta clareza sobre o papel de Cécilia que os jornais franceses questionaram. Logo após sua viagem à Líbia, o Le Monde pediu que o governo esclarecesse se a mulher de Sarkozy atuou como mãe, agente humanitária ou emissária. "Todas essas denominações foram utilizadas pelo Palácio do Eliseu em algum momento", segundo o jornal. O primeiro-ministro francês, Fançois Fillon, defendeu a decisão do presidente de enviar sua mulher para a Líbia. "Quer ele mande um diplomata ou sua mulher não há diferença", afirmou o premiê. Durante a campanha de Sarkozy, Cécilia chamou atenção por sua ausência. O casal ficou separado entre 2005 e 2006, quando Cécilia viajou para Nova York com seu amante. REUTERS

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