Mark Mitchell/AP
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Primeira-ministra da Nova Zelândia deve decidir sobre adiamento das eleições na semana que vem

Processo eleitoral está marcado para 19 de setembro, mas pode ser adiado até a data limite de 21 de novembro

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2020 | 04h57

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, deve decidir na próxima segunda-feira, 17, se as eleições marcadas para 19 de setembro vão ser adiadas devido à pandemia do novo coronavírus. Analistas acreditam que Ardern vai resistir aos pedidos de adiamento feitos pela oposição.

O país de 5 milhões de habitantes reagiu bem aos avanços do coronavírus, mas novos registros de infecções fizeram Ardern colocar a cidade de Auckland em lockdown nesta semana. Sete novos casos foram registrados neste sábado, 15. 

Ardern conseguiu manter a Nova Zelândia sem novos casos de covid-19 por 102 dias consecutivos e ganhou notoriedade internacional por sua resposta à pandemia. As pesquisas indicam vitória do Partido Trabalhista da primeira-ministra nas eleições. 

Os institutos de pesquisa não conseguiram entrevistar os eleitores desde o último surto de coronavírus no país, mas os analistas acreditam que Ardern deve seguir com os planos de realização das eleições no mês que vem. 

O partido de oposição gostaria que as eleições fossem adiadas, na esperança de que Ardern perca um pouco do brilho com as implicações da imposição de um novo lockdown. 

"Ela é uma política sagaz", disse Grant Duncan, professor da Universidade Massey. "Compensa para o governo realizar a eleição o mais rápido possível, enquanto a oposição quer adiá-la". 

Forçada a cancelar eventos de campanha pelas restrições de circulação e aglomeração, a oposição acusou Ardern de usar a pandemia para se fortalecer ao aparecer na televisão quase todos os dias enquanto os demais têm dificuldade de atrair a atenção dos eleitores. 

O parlamento deve ser dissolvido na segunda-feira. Ardern disse a repórteres na sexta-feira que teria uma decisão até lá e assegurou que a comissão responsável pelo processo eleitoral já se planejou para conduzir de maneira segura as eleições, que têm até 21 de novembro para acontecer./REUTERS

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