Primeira ministra desiste de contestar pleito na Ucrânia

Derrotada nas urnas por estreita margem no início do mês, a primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Tymoshenko, anunciou neste sábado a retirada de sua contestação judicial ao resultado do segundo turno das eleições presidenciais do país. Yulia alegou ter retirado a contestação porque a corte teria se recusado a analisar documentos os quais, segundo ela, demonstrariam que o resultado do pleito foi forjado.

AE-AP, Agencia Estado

20 de fevereiro de 2010 | 15h12

"Não vemos mais sentido em levar a apelação adiante", declarou Yulia ao dirigir-se a funcionários da Corte Administrativa da Ucrânia.

Mais tarde, Yulia disse ter "percebido" que não conseguiria reverter a derrota recorrendo à justiça ucraniana, qualificada por ela como "corrupta".

O juiz Alexander Nechitailo disse que a corte aceitaria a retirada da queixa apresentada pela primeira-ministra dias depois da votação, realizada em 7 de fevereiro. De acordo com a Comissão Central Eleitoral da Ucrânia, o líder oposicionista Viktor Yanukovych derrotou Yulia Tymoshenko por uma margem de apenas de 3,5 pontos porcentuais.

Yulia exigia a recontagem total dos votos. Ela alegava que mais de 1 milhão de sufrágios haviam sido forjados ou computados erroneamente.

Observadores estrangeiros que estiveram na Ucrânia para monitorar o segundo turno das eleições qualificaram o processo eleitoral como "profissional, transparente e honesto".

Também neste sábado, o presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, parabenizou Yanukovych, um antigo desafeto, pela vitória nas urnas.

A posse de Yanukovych está prevista para a quinta-feira, 25.

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