Primeira sessão parlamentar do Quênia é marcada por tumulto

Deputados da oposição exigem que eleição desta terça, para presidente da Assembléia, seja aberta

Agências internacionais,

15 de janeiro de 2008 | 12h52

O Parlamento do Quênia se reuniu nesta terça-feira, 15, pela primeira vez depois da polêmica reeleição de Mwai Kibaki como presidente do país. A sessão começou com tumulto, enfretamento e gritos entre os parlamentares da oposição e os do presidente. A ordem do dia da sessão é a eleição para presidente da Assembléia.   O tumulto começou quando os parlamentares entravam no prédio. Deputados da oposição, liderada por Raila Odinga, exigiram que a eleição desta terça seja aberta. "Nas eleições presidenciais, a votação era secreta e houve fraude", declarou William Ruto, um dos líderes da oposição.   O Partido de União Nacional (PNU), do presidente Mwai Kibaki, e o Movimento Democrático Laranja (ODM), do líder opositor Raila Odinga, apresentaram candidatos diferentes para a presidência da Assembléia.   O ODM tem 103 deputados, contra 43 do PNU, que, no entanto, alcança cem assentos devido a diversas alianças com outros partidos.   O Parlamento consta de 210 deputados, mais outros doze nomeados pelo Governo. Tomarão posse apenas 207, já que em três distritos as eleições de 27 de dezembro foram invalidadas por irregularidades cometidas durante a apuração dos votos.   O candidato do PNU para presidir o Parlamento unicameral é Francis Ole Kaparo, presidente da Assembléia durante o primeiro mandato de Kibaki (2002-2007). Já o ODM aposta em Kenneth Marende.   Para ganhar a votação são necessários dois terços das cadeiras. Os analistas e os próprios deputados prevêem duas votações muito apertadas antes da realização de uma terceira pelo método de maioria simples.   A cidade de Nairóbi está tomada por forças de segurança. Na tarde desta terça, chegará à capital o ex-secretário general da ONU, Kofi Anan, para tentar, novamente, uma mediação entre Kibaki e Odinga.

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