Primeiro atentado suicida em Israel em nove meses mata três

Há nove meses sem sofrer com ataques suicidas, Israel voltou a ser alvo de um terrorista palestino nesta segunda-feira, depois que um homem-bomba matou pelo menos três pessoas em uma padaria no balneário turístico de Eilat, no sudeste do país. Este foi o primeiro atentado realizado na cidade.Os grupos que reivindicaram conjuntamente a autoria do ataque foram a Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa."Esse foi um ataque suicida e o homem-bomba é um dos mortos. Aparentemente, ele entrou com uma sacola ou um cinto de explosivos, detonando-os dentro da loja", disse um policial em Eilat à Rádio do Exército. Já o Hamas, que lidera o governo palestino, recebeu o ataque como "uma resposta natural à presença de militares israelenses na Cisjordânia e na Faixa de Gaza". A posição deve complicar os esforços do grupo em acabar com um boicote nas ajudas financeiras à Autoridade Palestina imposto pela comunidade internacional.Testemunhas entrevistadas por emissoras de rádio israelenses disseram que partes de corpos estavam espalhadas pela padaria. Inicialmente, a polícia dissera que a explosão foi causada por um vazamento de gás. Eilat é um balneário turístico popular entre os israelenses e turistas estrangeiros, mas foi poupado da violência durante os seis anos da Intifada palestina.As Brigadas de Al-Quds, braço armado da Jihad Islâmica, anunciaram ainda na segunda-feira, em entrevista coletiva, que Ahmad Seerak, um jovem de 21 anos e residente na Cidade de Gaza, foi o autor do atentado suicida.Os organismos de segurança estão em estado de alerta máxima em todo o país frente à possibilidade de retomada dos ataques contra alvos israelenses.O porta-voz do grupo Hamas, Fawzi Barhoum, defendeu o ataque do homem-bomba como uma "legítima resistência contra Israel".Barhoum considerou o ataque uma "resposta natural" à presença de militares israelenses no Cisjordânia e na Faixa de Gaza. "Enquanto houver ocupação, a resistência é legítima", declarou o porta-voz.Repercussão em IsraelO primeiro-ministro de israelense, Ehud Olmert, disse nesta segunda-feira que Israel irá lutar contra militantes palestinos, após a notícia do ataque suicida na cidade de Eilat.Em um encontro com legisladores do partido Kadima, Olmert disse que ordenou os chefes de segurança a investigarem como o ataque aconteceu."Nó iremos tirar conclusões, aprenderemos novas lições. Nunca iremos parar de lutar contra o terrorismo", disse Olmert.O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, também pometeu nesta segunda-feira tomar as providências necessárias para que outros ataques suicidas não aconteçam.Peretz considerou que esta investida foi tomada por grupos terroristas que não querem o acordo de paz entre palestinos e israelenses.

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