Primeiro debate republicano tem críticas a Obama

Bachmann, Romney, Pawlenty, Gingrich, Satorum, Ron Paul e Herman Cain disputam vaga

Efe

14 de junho de 2011 | 11h46

Candidatos disseram que abolirão a reforma do sistema de saúde promulgada por Obama no ano passado

 

 

WASHINGTON - O primeiro grande debate dos pré-candidatos presidenciais republicanos para 2012 foi finalizado nesta segunda-feira, 13, com o anúncio formal da congressista Michele Bachmann e várias críticas ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

 

Ao longo de duas horas, sete aspirantes republicanos se esforçaram para cativar as bases do partido no debate organizado pela rede de televisão "CNN" em New Hampshire.

 

Michele, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, o ex-governador de Minesotta Tim Pawlenty, o ex-presidente da Câmara de Representantes Newt Gingrich, o ex-senador Rick Santorum, o congressista Ron Paul e o empresário Herman Cain responderam a perguntas sobre o sistema de saúde, a imigração, a economia, os direitos dos homossexuais e o aborto.

 

Todos eles quiseram ressaltar suas credenciais conservadoras e insistiram, por exemplo, que, se chegarem ao poder, abolirão a reforma do sistema de saúde promulgada por Obama no ano passado.

 

A política externa esteve praticamente ausente - quase não se mencionou Iêmen, Afeganistão e Líbia - em um debate no qual todos os protagonistas insistiram na necessidade de promover a segurança nas fronteiras como fórmula para resolver os problemas da imigração ilegal.

 

A primeira novidade - apesar de já esperada - chegou pelas mãos de Michele, que em sua declaração inicial anunciou que uma hora antes de começar o debate tinha apresentado os formulários necessários para formalizar sua candidatura.

 

"Não podemos nos arriscar a dar ao presidente Obama mais quatro anos para desmantelar o país. Temos que agir já", indicou Michele em carta destina a coletar fundos.

 

A congressista é uma das favoritas do Tea Party e é considerada pelos analistas uma candidata de maior solidez que o grande ídolo deste movimento de direita, Sarah Palin.

 

Palin, aliás, foi uma das grandes ausências da noite. A ex-governadora do Alasca, tão popular entre as bases republicanas como detestada pelos democratas, ainda não manifestou se apresentará sua candidatura ou não.

 

Sem Palin no palco, o alvo de todos os olhares foi Mitt Romney, que se apresentou em 2008 para ser derrotado nas primárias republicanas por John McCain e que é considerado o principal aspirante entre os candidatos atuais.

 

Romney, da ala moderada do partido, defendeu o sistema de saúde público que implantou em Massachusetts durante seu mandato e que outros aspirantes, como Pawlenty, criticaram por ser muito similar ao promulgado por Obama no ano passado.

Para surpresa de alguns analistas, Pawlenty não aproveitou a oportunidade no debate de repetir seus ataques a Romney.

 

Em vez disso, os sete candidatos se centraram em atacar o inimigo comum, Obama, que quase todas as pesquisas situam hoje à frente dos aspirantes republicanos mas que os analistas consideram que pode perder terreno se a economia não se recuperar com força.

 

Desta forma, Pawlenty acusou o presidente de derrotismo e de usar receitas econômicas equivocadas.

 

"Se o Brasil pode ter um crescimento de 5% e a China também, então os EUA também podem ter um crescimento de 5%".

 

Já Ron Paul declarou que, "se aplicamos um programa que debilite nossa divisa de maneira deliberada, exportaremos empregos ao exterior, e é isso que está ocorrendo".

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