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Primeiro envio de carga marítima de Miami para Cuba ocorre após 50 anos

Navio 'Ana Cecília' zarpou quarta-feira e chegou em Havana nesta quinta

Efe,

12 de julho de 2012 | 16h07

MIAMI - O primeiro envio marítimo direto de mercadorias entre Miami e Havana em mais de cinco décadas saiu na quarta-feira, do porto fluvial desta cidade da Flórida, apesar da oposição da congressista republicana de origem cubana Ileana Ros-Lehtinen.

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A saída do navio "Ana Cecilia" foi confirmada por Leonardo Sánchez Adega, porta-voz da International Port Corporation (IPC), companhia encarregada pela operação que, segundo as expectativas, deve se transformar em um serviço semanal. Segundo Sánchez, até o momento a companhia não recebeu queixas de nenhum particular ou organização cubana de Miami que se oponha a estreitar as relações com Cuba.

"A única coisa que acabamos de saber é que essa congressista (Ros-Lehtinen) mandou uma carta ao OFAC (Escritório de Controle de Bens Estrangeiros do Departamento do Tesouro) se queixando da autorização que nos seria concedida para este serviço, mas nunca nos enviaram uma cópia", explicou o porta-voz.

"Parece que agora quer impedir que retornemos a Miami na volta, porque aparentemente há uma lei que diz que uma embarcação que tenha saído dos Estados Unidos para Cuba não pode voltar antes de 180 dias", acrescentou. "Nós estamos muito tranquilos, porque o tempo todo dissemos que nossa intenção era voltar imediatamente e ninguém nos disse nada. Temos todas as permissões e inclusive articulamos com a guarda costeira americana para entrar e sair das águas dos dois países", apontou Sánchez.

O IPC, que tem sede em Miami, indica que, após alguns trâmites que demoraram "cerca de um ano e meio", conta com as correspondentes licenças exigidas tanto pelo Departamento de Comércio dos EUA como pelo OPAC para realizar este tipo de envio.

O início deste serviço reflete certa flexibilização nas relações entre Cuba e Estados Unidos, após os últimos anos de suavização das restrições em matéria de remessas e viagens à ilha caribenha, sob embargo comercial americano desde o começo dos anos 1960. 

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