Jamal Saidi/Reuters
Jamal Saidi/Reuters

Primeiro grupo de cidadãos russos é retirado da Síria em meio a conflitos

Este é o maior sinal de que o aliado internacional tem dúvidas sobre habilidade de Assad de manter o poder

AE, Agência Estado

22 de janeiro de 2013 | 11h13

BEIRUTE - As forças do governo e os rebeldes entraram em conflito no subúrbio de Damasco e em outras regiões da Síria nesta terça-feira, 22, enquanto o primeiro grupo de cidadãos russos se preparava para ser retirado do país.

A Rússia está enviando dois aviões para o Líbano, com o intuito de começar a levar seus cidadãos da Síria para território russo. Este é o maior sinal até o momento de que o aliado internacional mais importante do presidente Bashar Assad tem sérias dúvidas sobre sua habilidade de manter o poder.

Autoridades russas disseram, na segunda-feira 21, que cerca de 100 de seus cidadãos na Síria serão retirados por terra para o Líbano e aviões os levarão para casa em seguida, tendo em vista que novos combates podem acontecer perto do aeroporto de Damasco. Eles também declararam que milhares de pessoas podem seguir o mesmo caminho em evacuações posteriores.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, disse que os confrontos entre rebeldes e tropas do governo estavam concentrados nas áreas ao redor da capital, incluindo os arredores da estrada que liga a região ao aeroporto internacional. Até o momento, nenhuma vítima foi registrada no combate desta terça-feira.

Os ativistas também disseram que as forças do governo têm intensificado a ofensiva na cidade central de Homs, acrescentando que vários tiros atingiram o reduto da oposição em Daraa e os bairros rebeldes fora de Damasco.

A Rússia tem sido o principal aliado de Assad desde o começo do levante em março de 2011, usando seu poder de veto no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para proteger o governo de Damasco contra sanções internacionais.

No mês passado, no entanto, a Rússia começou a se distanciar de Assad, quando o Presidente Vladimir Putin disse que entende que as necessidades da Síria mudam e que ele não estava protegendo o governante sírio.

As informações são da Associated Press

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