Mark Graham/ AFP
Mark Graham/ AFP

Primeiro-ministro australiano admite erros na gestão dos incêndios

Na ocasião, ele comentou que algumas coisas "poderiam ter sido tratadas muito melhor"; chamas já devastam o país e causam estragos desde setembro

Redação, O Estado de S. Paulo

12 de janeiro de 2020 | 14h18

SYDNEY - O primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, admitiu neste domingo, 12, que podem ter sido cometidos erros na gestão dos incêndios florestais que assolam o país, e sobre os quais tem sido duramente criticado.

"Há coisas que poderiam ter sido tratadas muito melhor no terreno", reconheceu o primeiro-ministro em entrevista à rede pública de televisão ABC, onde também anunciou que uma investigação pública será lançada sobre a resposta aos incêndios.

O pedido de desculpas de Morrison vem depois de milhares de pessoas pediram sua renúncia durante manifestações em várias cidades do país na última sexta-feira, além de exigir mais recursos do governo contra as mudanças climáticas e combater incêndios florestais, que já deixaram 28 mortos e milhares de casas queimadas.

Ele, que se constituiu como defensor de indústrias poluentes como o carvão e se recusou a associar a crise climática ao agravamento dos incêndios florestais, foi alvo de inúmeras críticas nas últimas semanas.

O primeiro-ministro conservador foi bastante questionado sobre sair de férias para o Havaí (Estados Unidos), no meio da crise antes do Natal e durante suas visitas às áreas afetadas, viu em primeira mão a rejeição de alguns moradores que se recusaram a apertar as mãos e até o insultaram.

Sobre suas políticas para lidar com os efeitos da crise climática, Morrison disse durante a entrevista que "o governo continuará seus esforços para alcançar os objetivos de reduzir as emissões".

Desde o início de setembro do ano passado, os incêndios devastaram uma área de mais de 8 milhões de hectares, equivalente à da Irlanda, e estima-se que até um bilhão de animais selvagens poderiam ter morrido, enquanto a estação de seca e de incêndios continua./ EFE

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