Primeiro-ministro belga critica príncipe no Parlamento

O primeiro-ministro da Bélgica, Yves Leterme, repreendeu o filho do rei no Parlamento hoje, dizendo que o príncipe Laurent deveria receber aconselhamento do governo no futuro ou se tornar um cidadão comum, sem o confortável salário real.

AE, Agência Estado

31 Março 2011 | 18h41

O príncipe, que não estava no Parlamento, foi um alvo constante das críticas dos legisladores sobre sua longa história de controvérsias e subsídios anuais de cerca de 300 mil euros (US$ 400 mil). O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama recebe US$ 400 mil por ano, além de subsídios para viagem e entretenimento.

Leterme disse que o príncipe "ignorou suas obrigações" ao viajar para a ex-colônia belga do Congo, apesar das claras objeções por escrito do governo para que ficasse longe do país e não se reunisse com o presidente Joseph Kabila sem supervisão diplomática. "O príncipe tem de entender que deve haver um equilíbrio crucial entre seus direitos e obrigações", disse o primeiro-ministro, em contraste com o decoro com que a família real do rei Albert II é geralmente tratada.

"Eu conversarei com o príncipe Laurent nos próximos dias para lembrá-lo de suas obrigações", disse Leterme. "Não tenho dúvidas de que o príncipe vai considerar minhas declarações e fazer uma escolha clara: ou respeita esse equilíbrio ou abandona seus direitos".

A visita de uma semana do príncipe Laurent ao Congo, em meados deste mês, cujo objetivo oficial foi estudar o desmatamento, é apenas a última controvérsia envolvendo o filho mais novo do rei, considerado o "enfant terrible" da família. Aos 47 anos, o príncipe costuma causar problemas por causa de sua paixão por dirigir carros em alta velocidade, suas críticas aos jornalistas e até mesmo pela escolha de mobília cara para sua casa.

Politicamente, a disputa real ocorre num momento ruim. Os partidos que representam os 6 milhões de falantes do holandês e os 4,5 milhões de francófonos tentam chegar a um acordo sobre a manutenção do país como uma única nação. As informações são da Associated Press.

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