Lindsey Parnaby / AP
Lindsey Parnaby / AP

Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson testa positivo para coronavírus

Anúncio foi feito pelo próprio Boris Johnson em uma mensagem gravada para as redes sociais

Renato Vasconcelos, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2020 | 08h25
Atualizado 11 de abril de 2020 | 22h11

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, testou positivo para o coronavírus. O anúncio oficial foi feito pelo próprio premiê britânico em uma mensagem de vídeo publicada em seu Twitter oficial. Johnson é o primeiro chefe de governo de uma das principais economias do mundo a testar positivo para a doença desde o início da pandemia.

"Olá, pessoal, eu queria informar vocês sobre algo que aconteceu hoje. Eu desenvolvi sintomas leves do coronavírus, como temperatura elevada e tosse persistente, e por aconselhamento médico, eu fiz o teste e ele deu positivo", diz Johnson no vídeo.

Apesar do diagnóstico confirmado, o primeiro-ministro afirmou que não vai se afastar do cargo e que continuará à frente do Parlamento, porém trabalhando de casa. "Estou em auto-isolamento, e essa é, inteiramente, a coisa certa a fazer, mas sem dúvida nenhuma eu posso, graças à tecnologia, comunicar-me com toda a minha equipe para liderar nossa luta contra o coronavírus", disse.

O primeiro ministro também agradeceu à mobilização da população do Reino Unido no combate ao coronavírus, especialmente ao NHS, Serviço Nacional de Saúde do país, mas citou também policiais, assistentes sociais e os voluntários que estão trabalhando para conter a epidemia.

Johnson também aproveitou o vídeo para reforçar para a população a importância de seguir as recomendações do governo para que a epidemia seja contida. O premiê inclusive destacou o isolamento social como uma medida fundamental para superar a crise.

"Obrigado a todos que estão fazendo o mesmo que eu estou fazendo: trabalhando de casa, interrompendo a propagação do vírus. É desta forma que nós vamos vencer o vírus, e vamos vencê-lo juntos. Fique em casa, proteja o NHS e salve vidas", finalizou.

O ministro da Saúde da Inglaterra, Matt Hancock,  também está infectado com o novo coronavírus. “Felizmente meus sintomas são leves e trabalho de casa e me mantenho confinado”, afirmou Hancock, que participaria na quinta-feira, 26, de uma entrevista coletiva com jornalistas para falar sobre a crise do coronavírus. No dia 10, uma de suas colaboradoras mais próximas, a secretária de Estado de Saúde Pública, Nadine Dorries, foi diagnosticada com a covid-19 – ela foi a primeira figura política pública a apresentar a doença.

Mudança de rumo

No início, Boris Johnson pretendia isolar somente os doentes, mas teve de mudar de estratégia rápido em razão do avanço da pandemia e adotou o distanciamento social, com fechamento de escolas, bares, restaurantes, cinemas, teatros, espaços comunitários e confinamento em casa. Ir ao trabalho ainda é permitido, desde que o serviço não possa ser feito de casa.

O Reino Unido já ultrapassou os 11 mil casos confirmados de coronavírus. Comparativamente, no entanto, o ritmo de propagação é inferior ao registrado no Brasil, como mostra o Monitor da Pandemia, ferramenta criada pelo Estado para observar o avanço do vírus no mundo. No 12º dia após a confirmação do 100º caso da doença em territótio nacional, o Reino Unido registrava 1.950 casos, enquanto o Brasil já registra 2.433.

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