Primeiro-ministro da Argélia diz que 37 estrangeiros morreram em refinaria

De acordo com Abdelmalek Sellal, outros sete estrangeiros estão desaparecidos

estadão.com.br,

21 de janeiro de 2013 | 12h38

ARGEL - O primeiro-ministro argelino, Abdelmalek Sellal, afirmou nesta segunda-feira, 21, que 37 estrangeiros morreram e sete estão desaparecidos após serem mantidos reféns em uma refinaria de gás na cidade de In Amenas. Pela primeira vez, Sellal deu detalhes do sequestro e posterior ação do Exército argelino no local.

Na madrugada de quarta-feira 16, extremistas islâmicos ligados à Al-Qaeda entraram na refinaria e sequestraram trabalhadores argelinos, norte-americanos, britânicos, franceses, japoneses, noruegueses e romenos, numa das piores crises internacionais com reféns nas últimas décadas no mundo.

Os sequestradores exigiam o fim da intervenção militar francesa no Mali - que havia começado cinco dias antes. Fontes oficiais dos EUA e Europa, no entanto, acreditam que a operação havia sido planejada com bem mais antecedência.

A situação se tornou sangrenta quando o Exército argelino abriu fogo contra sequestradores que tentavam fugir com reféns. O primeiro-ministro da Argélia afirma que os extremistas tentaram fugir com os reféns para o Mali e planejavam explodir a refinaria.

Sellal lamentou a morte de reféns. "O propósito inicial da operação (do Exército) que era salvar os reféns não foi bem sucedida. Nós lamentamos e prestamos solidariedade às famílias das vítimas". O primeiro-ministro ressaltou que os sequestradores usaram reféns como "escudos humanos".

A ação argelina abalou as relações do país com seus aliados ocidentais, entre os quais alguns se queixam de não terem sido informados com antecedência da decisão de invadir a usina. França e Grã-Bretanha, no entanto, defenderam a operação militar argelina.

 
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