Primeiro-ministro da Guiné diz que governo não caiu

Mais cedo, um grupo milkitar havia ocupado estações de rádio e TV para anunciar um golpe

AP-EFE,

23 de dezembro de 2008 | 12h21

O primeiro-ministro da nação africana da Guiné negou informes de um golpe militar no país, dizendo que o governo não foi dissolvido após a morte do ditador que governava desde os anos 80.    O primeiro-ministro Ahmed Tidiane Souare disse que falava de seu gabinete e que o governo "continua a funcionar como deve". Menos de uma hora depois da fala do premier, jornalistas avistaram tanques e veículos militares dirigindo-se ao complexo presidencial. Não se sabe se os soldados são leais ao governo ou à facção golpista.   Um grupo militar havia anunciado, mais cedo, por rádio e televisão, que havia aplicado um golpe no país da África Ocidental, afirmando ter derrubado o governo e invalidado a Constituição, após a morte do presidente Lansana Conte.   O país, rico em minerais mas de população pobre, só foi governado por dois homens desde que ser tornou independente da França, há 50 anos. Conte havia tomado o poder em 1984, num golpe militar que se seguiu à morte de seu predecessor.   Em reação ao anúncio do golpe, a União Européia (UE) solicitou "respeito às disposições constitucionais" na Guiné. a UE pediu uma transição pacífica que permita "eleições livres".   Em nome da Presidência da UE, o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores francês, Eric Chevallier, fez uma declaração na qual se dirigiu "a todos os responsáveis políticos, assim como às instituições civis e militares".   Chevallier pediu que "respeitem, em interesse do país e do povo guineano, as disposições constitucionais, para garantir uma transição pacífica com vistas à organização rápida de eleições livres e transparentes".   O porta-voz acrescentou que a França condena o golpe de Estado, quer o respeito da ordem constitucional e a organização "rápida" de "eleições livres e transparentes".

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