Primeiro-ministro designado negocia novo governo no Líbano

Mikati diz que formará governo com perfil técnico caso rivais não queiram integrar coalizão

Agência Estado

27 de janeiro de 2011 | 11h29

BEIRUTE - O primeiro-ministro designado do Líbano, Najib Mikati, lança nesta quinta-feira, 27, seus esforços para formar um novo governo ao ser reunir com líderes políticos.

 

Um dos encontros de Mikati será com seu rival, o ainda primeiro-ministro Saad Hariri. O magnata do setor de telecomunicações começa as consultas para formar o governo em um encontro com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, e em seguida com Hariri, cujo governo foi derrubado pelo grupo xiita Hezbollah há duas semanas. Mikati então se reúne com representantes de vários blocos parlamentares. Na sexta-feira, ele deve relatar seus avanços ao presidente Michel Suleiman, dizendo qual foi o resultado dos diálogos.

 

Parlamentar moderado, Mikati, de 55 anos, tem bons laços com a Síria e a Arábia Saudita. Ele é apoiado pelo poderoso grupo militante Hezbollah e seus aliados. O político pretende formar um gabinete incluindo todos os partidos, mas a coalizão de Hariri, apoiada pelo Ocidente, rejeitou duramente se unir a um governo liderado por um candidato considerado por ela imposto pelo Hezbollah.

 

Mikati disse que, caso não consiga convencer os rivais a formar um governo de coalizão, pretende formar um governo com perfil técnico.

 

O Hezbollah e seus aliados derrubaram o governo de unidade de Hariri em 12 de janeiro. O motivo é uma disputa sobre uma investigação de um tribunal apoiado pela ONU, que investiga o assassinato em 2005 do ex-premiê Rafik Hariri, pai de Saad.

 

O Hezbollah, apontado como terrorista pelos EUA, pressionava Hariri a cortar todos os laços com o tribunal. Mikati deve sofrer a mesma pressão. O Hezbollah acredita que membros do grupo serão envolvidos no homicídio de Hariri. Para o grupo, o tribunal é parte de uma conspiração de EUA e Israel. As informações são da Dow Jones.

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