Primeiro-ministro do Egito defende adiamento de eleições

O primeiro-ministro do Egito, Essam Sharaf, voltou a defender o atraso nas eleições parlamentares em setembro alegando que é preciso mais tempo para que os novos partidos políticos possam se organizar após a saída do presidente Hosni Mubarak. Para Sharaf o adiamento das eleições vai dar tempo para que o "cenário político" tome forma.

AE, Agência Estado

19 de junho de 2011 | 13h00

Sharad deixou claro que o atraso nas eleições é uma opinião apenas dele, e que o governo interino pode fazer o que precisar para garantir que o voto seja seguro e justo se a data das eleições não for alterada. Entretanto, a opinião do primeiro-ministro pesa consideravelmente a favor dos partidos liberais e secularistas que defendem que a eleição em setembro seria injustamente favorável à Irmandade Muçulmana, grupo político maior e melhor organizado após a saída de Mubarak em fevereiro.

Sharaf também disse que gostaria que houvesse um atraso nas eleições para que a nova Constituição pudesse ser definida antes do voto. Como as coisas estão no momento, a próximo legislatura escolherá um grupo seleto para escrever a nova Constituição, e alguns temem que o Parlamento dominado pelos islamitas possa resultar em um documento com inclinação islâmica.

Hoje o governo interino nomeou um novo ministro de Relações Exteriores para suceder Nabil Elaraby, que deixou o posto para se tornar chefe da Liga Árabe. Mohammed el-Urabi, ex-embaixador do País na Alemanha, é o novo ministro das Relações Exteriores do Egito. As informações são da AP.

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