Primeiro-ministro do Iraque descarta adiamento de eleição

O porta-voz do primeiro-ministro iraquiano, Iyad Alawi, afirmou neste sábado que os pedidos para o adiamento das eleição presidencial no país marcada para o dia 30 de janeiro não poderão ser atendidos. Segundo ele, a realização da eleição já havia sido definida pelo conselho de segurança e faz parte da constituição provisória do país. Ontem, dezessete partidos políticos iraquianos exigiram o adiamento da eleição por pelo menos seis meses, até que o governo seja capaz de garantir a segurança das seções eleitorais. Os partidos, que representam em sua maioria sunitas, curdos e grupos seculares, formalizaram a exigência num manifesto assinado na casa do respeitado líder sunita Adnan Pachachi, que disse acreditar que o governo esperava por uma solicitação do tipo. Partidos da maioria xiita do Iraque apóiam a manutenção da data prevista para a eleição, mas os políticos das comunidades sunitas têm dúvidas quanto à viabilidade do pleito nos locais onde são mais fortes, já que a violência rebelde vem se concentrando nas áreas de população sunita. Líderes religiosos sunitas já pediram um boicote ao pleito, em protesto contra a invasão da cidade de Faluja. Um boicote generalizado por parte dos sunitas poria em xeque a legitimidade do governo e da legislatura a serem eleitos. Mohsen Abdul Hamid, líder do Partido Islâmico do Iraque, disse que adiar a eleição será necessário por causa das "ameaças à unidade nacional, e aos temores de tensões religiosas se uma certa corrente for excluída das eleições", referindo-se aos sunitas.

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