Primeiro-ministro do Iraque vai para Teerã fortalecer laços

Al-Maliki quer continuar no poder após ter quase perdido as eleições em março para o bloco sunita

Efe

18 de outubro de 2010 | 05h46

 

TEERÃ - O primeiro-ministro interino DP Iraque, Nouri al-Maliki, iniciou nesta segunda-feira, 18, uma rápida visita a Teerã, em busca de novos apoios para formar o governo em Bagdá, apesar de ter perdido as eleições.

 

Al-Maliki aterrissou no aeroporto da capital iraniana em meio às críticas de seu rival e vencedor das eleições de março passado, o também xiita Iyad Allawi, que acusa Teerã de interferir nos assuntos internos do Iraque.

 

Logo após chegar a Teerã, al-Maliki foi recebido pelo primeiro vice-presidente iraniano, Mohamad Reza Rahimi, com quem discutiu a situação regional e as últimas novidades sobre a formação de um novo governo iraquiano, estagnado há meses, informou a imprensa local.

 

Segundo os resultados oficiais, as eleições parlamentares do último dia 7 de março no Iraque foram vencidas pela coalizão laica liderada por Allawi, que conquistou duas cadeiras a mais que o Bloco para um Estado de Direita, de al-Maliki.

 

Allawi, no entanto, não conseguiu a maioria suficiente para poder controlar o Parlamento e formar um governo, o que deu origem a complicadas negociações para conseguir alianças. Neste esforço por somar apoios, al-Maliki viajou no domingo a Amã, e deve visitar nos próximos dias outros dois Estados da região, Egito e Turquia.

 

Allawi, por sua vez, concentrou seus esforços na península Arábica, onde visitou Riad em busca de apoios para sua causa, embora também tenha viajado para países que, a princípio, são aliados do Irã, como Síria e Líbano.

 

Neste fim de semana, em declarações à rede televisiva americana CNN, Allawi voltou a acusar Teerã de envolvimento nos assuntos internos do Iraque para tentar desestabilizar toda a região, incluindo Palestina e Líbano.

 

Parte da denúncia do político se fundamenta na suposta aliança compartilhada por al-Maliki e o clérigo radical xiita iraquiano Muqtada Sadr, próximo a Teerã. O suposto objetivo seria somar o Iraque a um bloco formado por Irã, Síria e o partido xiita libanês Hezbollah para criar um eixo pró xiita na região.

 

Na semana passada, o embaixador do Irã em Bagdá, Hassan Danaeifar, negou estas acusações, afirmando que são sem fundamento.

Tudo o que sabemos sobre:
IraqueIrãlaçosJordâniaAl-Maliki

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.