Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

Primeiro-ministro do Japão dissolve o Parlamento

Eleições de agosto podem mudar cenário político do país, em meio à crise econômica

21 de julho de 2009 | 03h57

O primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, dissolveu nesta terça-feira, 21, a câmara baixa do Parlamento, a Dieta, estabelecendo o cenário para a realização, no mês que vem, de eleições nacionais que podem transformar a estrutura do poder político do país. No Japão, o primeiro-ministro pode decidir quando dissolver o Parlamento e convocar eleições gerais

 

Aso, que tinha até outubro para dissolver o Parlamento, vinha adiando a decisão na esperança de se recuperar das reduzidas taxas de aprovação. Mas, depois de seu partido ter sido derrotado em eleições locais realizadas na semana passada, ele anunciou que as eleições para a câmara baixa seriam realizadas em 30 de agosto.

 

Nesta terça-feira, Aso apresentou um raro pedido de desculpas por suas gafes e pela oscilação política. "Minhas declarações e o que foi caracterizado como minha política oscilante levaram o povo japonês a se preocupar e desconfiar cada vez mais dos políticos", disse o primeiro-ministro numa reunião dos congressistas de seu partido. "Como resultado, a taxa de aprovação do Partido Liberal Democrata (PLD) caiu", acrescentou. "Eu lamento profundamente", afirmou, poucas horas antes da dissolução formal do parlamento.

 

Pesquisas de intenção de voto apontam uma vitória do oposicionista Partido Democrata do Japão (PDJ) no pleito de agosto, o que encerraria mais de meio século de governo quase ininterrupto do PLD. As sondagens mais recentes mostram o PDJ mais de 20 pontos porcentuais à frente do PLD.

 

Aso acusou a oposição de não possuir uma plataforma consistente para governar o país e de estar meramente se aproveitando de sua impopularidade para obter ganhos políticos. Segundo ele, o PLD é "o único partido de governar o Japão com responsabilidade".

 

Texto atualizado às 10h10.

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