EFE/EPA/PETE MAROVICH
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Primeiro ministro do Japão evita comentar se indicou Trump para o Prêmio Nobel da Paz

Trump afirmou, na sexta-feira passada, que Abe lhe entregou uma cópia de uma carta enviada ao Comitê Norueguês do Nobel na qual o indicava para o prêmio

EFE, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2019 | 02h41

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, evitou nesta segunda-feira confirmar se indicou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como candidato ao Prêmio Nobel da Paz, mas destacou que ele "trabalhou valentemente" para lidar com a Coreia do Norte. 

O premiê japonês reagiu assim às declarações feitas na sexta-feira passada por Trump, nas quais afirmou que Abe lhe entregou uma cópia de uma carta enviada ao Comitê Norueguês do Nobel na qual o indicava para o prêmio. 

"O Comitê do Prêmio Nobel não revela quem foi recomendado ou quem realizou as recomendações", disse Abe em referência à norma que impede revelar oficialmente as propostas durante 50 anos, ao ser perguntado pelo tema em uma sessão parlamentar.

"Baseando-me nessa legislação, evito fazer comentários", disse o líder conservador japonês, que afirmou que Trump "trabalhou valentemente para solucionar o problema nuclear e de mísseis da Coreia do Norte".

Abe também destacou que o presidente americano "está colaborando ativamente" para resolver o assunto dos sequestros de cidadãos japoneses há décadas pelo regime de Pyongyang, e cujo esclarecimento representa uma das principais prioridades do Governo de Abe.

Na mesma linha, o porta-voz do governo, Yoshihide Suga, afirmou nesta segunda-feira em entrevista coletiva que o Japão "avalia altamente a liderança de Trump", evitando se pronunciar sobre a suposta proposta ao Comitê do Nobel, ao ser perguntado pela imprensa. 

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