Koji Sasahara/AP
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Primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, renuncia

Conforme prometido, Naoto Kan deixou o cargo após três requisitos por ele estipulado terem sido aprovados

Efe,

26 de agosto de 2011 | 01h32

JAPÃO - O primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, anunciou formalmente na quinta-feira, 25, sua demissão do cargo, tal como já havia prometido, após se reunir com a executiva de seu partido.

Kan, do Partido Democrático (PD), divulgou sua decisão de deixar o cargo após o Parlamento japonês aprovar duas leis promovidas por ele relativas à reconstrução do país depois do terremoto seguido de tsunami de 11 de março.

Ele também tinha condicionado sua renúncia à aprovação de outra lei para ativar o segundo orçamento extraordinário para a reconstrução do país, a qual já foi ratificada em julho.

"Já que foram cumpridos os três requisitos que estipulei, vou deixar o cargo de presidente do partido, como me comprometi a fazer no dia 2 de junho passado", explicou Kan na reunião da executiva do Partido Democrático (PD).

"Uma vez eleito o novo presidente (do PD), abandonarei o cargo de primeiro-ministro", acrescentou o governante, em referência às eleições internas para o novo líder da legenda, previstas para a próxima segunda-feira. O PD possui maioria de membros no Parlamento japonês, de modo que o líder previsivelmente se transformará no novo primeiro-ministro do país.

 

Campanha

 

A campanha eleitoral de um novo presidente do partido começará neste sábado e os candidatos devem realizar um debate no domingo.

Os nomes mais cotados para o pleito são Yoshihiko Noda, atual ministro das Finanças, e Seiji Maehara, ex-ministro de Relações Exteriores.

Kan, de 64 anos, tomou posse do cargo no dia 8 de junho de 2010, após a renúncia de Yukio Hatoyama. Embora tenha começado seu Governo com bons índices de aprovação, sua popularidade foi caindo paulatinamente até despencar com a crise provocada pelo terremoto seguido de tsunami de 11 do março e pelo posterior acidente na usina nuclear de Fukushima.

Ele foi duramente criticado por sua gestão da crise suscitada após o desastre de março e, desde então, tanto membros de seu partido como da oposição exigiram sua renúncia.

Com o abandono de Kan, o próximo chefe de Governo será o sexto primeiro-ministro do Japão em apenas cinco anos. 

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