Primeiro-ministro do Líbano pede ajuda à comunidade internacional

O primeiro-ministro do Líbano, Foaud Siniora, pediu o apoio de toda a comunidade internacional para acabar com os ataques israelenses ao seu país. "Devemos trabalhar juntos para impedir uma calamidade ainda maior no Líbano", afirmou Siniora na noite de quinta-feira, numa entrevista para o programa "Larry King Live", da rede de televisão americana CNN.Por suas vez, as Forças Armadas de Israel retomaram na noite de Quinta os bombardeios aos bairros do sul de Beirute. Já o Hezbollah anunciou a morte de quatro soldados israelenses. Na entrevista, o premier Siniora definiu a situação do seu país com "um desastre", e criticou Israel pelos ataques ao movimento xiita libanês Hezbollah. "Israel não pode se proteger com uma guerra", disse Siniora.O primeiro-ministro calculou que mais de 330 libaneses morreram e mais de 1.100 ficaram feridos como resultado de nove dias de ataques israelenses.Apoio a IsraelNa quinta-feira, por 408 votos a favor e oito contra, a Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou uma resolução de apoio a Israel e de condenação a seus inimigos. Foi a manifestação mais da clara da posição de Washington em relação à crise no Oriente Médio.A solidariedade e ausência de divisões entre republicanos e democratas neste caso demonstram que a relação dos EUA com Israel é "única", tal e como a definiu o líder da maioria republicana, John Boehner."Rejeitamos os terroristas que buscam a total aniquilação do mais estreito aliado dos EUA na região", declarou o presidente da Câmara de Representantes, o republicano Dennis Hastert, após ser comunicado o resultado da votação.Os terroristas, acrescentou, atacam pessoas inocentes para alcançar seus objetivos políticos. "Já é hora de o Hezbollah e o Hamas mudarem sua posição" em relação a Israel. O texto aprovado, muito similar ao que na terça-feira passou pelo Senado, condena com firmeza os inimigos de Israel e responsabiliza parcialmente Síria e o Irã por propiciar à guerrilha libanesa a ajuda econômica e a tecnologia necessárias para seus ataques.

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