Primeiro-ministro iraquiano anuncia medidas de segurança

O primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, anunciou nesta sexta-feira uma série de medidas de segurança para prevenir novos ataques sectários no país. Entre as novas políticas de contensão, o chefe do governo anunciou a proibição da entrada e saída da capital Bagdá e o reforço das forças de segurança nas áreas de maior tensão.Em uma declaração divulgada pela rede de TV estatal do Iraque, Al-Jaafari reforçou o pedido feito às forças de segurança e à população para que a segurança e a ordem sejam mantidas no país. "Nós pedimos às pessoas que ajudem essas forças a lutar contra os terroristas", disse o político. Al-Jaafari informou que as medidas incluem o envio de tropas às áreas de tensão, assim como a proibição da entrada e saída de veículos que não sejam carros de polícia, ambulâncias e caminhões dos ministérios.Ele não forneceu maiores informações sobre a permissão para veículos nem explicou se estava se referindo ao toque de recolher que expirou às 16 horas desta sexta-feira (horário local).As políticas incluiriam ainda a proteção de locais sagrados, assim como as estradas que levam até eles, além da proibição de que armas sejam carregadas nas ruas. A reconstrução do templo xiita de Askariya, bombardeado na quarta-feira, também foi anunciada.Diminuição da violênciaAs medidas de segurança extraordinárias ajudaram a diminuir, mas não eliminar a violência. Em Samarra, a explosão de uma bomba em uma estrada matou dois oficial, dez minutos depois do fim do toque de recolher.Ao sul da Bagdá, na área religiosa mista conhecida como "Triângulo da Morte", um atirador invadiu uma casa xiita em Latifiyah, separou homens de mulheres e matou cinco pessoas.Em Basra, onde o toque de recolher não estava em vigor, um homem raptou três filhos de um legislador xiita nesta sexta-feira. Eles foram libertados horas depois.Cerimônia com Xiitas e SunitasUm comitê foi formado para investigar as razões por trás da "catástrofe de Samarra". O bombardeio de Askariya levou a dezenas de ataques a mesquitas sunitas por todo o Iraque e o aumento da tensão entre xiitas e sunitas que deixou mais de 130 pessoas mortas.Em um discurso na televisão nacional, o líder xiita Abdul-Aziz al-Hakim, chefe do Conselho Supremo Islâmico, disse que aqueles que carregaram a bomba em Samarra não representam os sunitas no Iraque e culpou militantes leais à Saddam Hussein e seguidores do chefe da Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi.Várias cerimônias religiosas reunindo xiitas e sunitas foram anunciadas nesta sexta-feira, incluindo uma na mesquita de Askariya. Mas forças de segurança mandaram que cerca de 700 pessoas, a maioria sunitas, voltassem.Ao sul do país, cerca de 10 mil pessoas foram até a mesquita al-Adillah em Basra, onde um representante do alto clero xiita convocou uma outra cerimônia com as duas comunidades religiosas.

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