Franck Robichon/EFE
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Primeiro-ministro japonês visita santuário de guerra

Ida ao local, considerado símbolo das invasões militares do Japão, foi criticada por Pequim e Seul

O Estado de S. Paulo, Agência Estado

26 de dezembro de 2013 | 06h30

TÓQUIO - O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, visitou nesta quinta-feira, 26, o santuário de guerraYasukuni, o que enfureceu a China e a Coreia do Sul e levou os Estados Unidos a enviarem uma mensagem de preocupação com o clima de tensão na região. O local é considerado por críticos um símbolo das invasões militares do Japão.

China e Coreia do Sul já manifestaram irritação diversas vezes no passado com visitas de políticos japoneses ao santuário Yasukuni, onde líderes japoneses condenados por crimes de guerra por um tribunal aliado após a Segunda Guerra Mundial são homenageados ao lado de mortos no confronto.

Abe, um conservador que assumiu o poder para um segundo mandato exatamente há um ano, disse que não teve a intenção de atingir países vizinhos com a visita, a primeira de um primeiro-ministro do Japão em sete anos. Neste ano, ministros do governo japonês já fizeram visitas ao santuário e provocaram protestos em Seul e Pequim.

"Há críticas com base no entendimento equivocado de que este é um ato para criminosos de guerra, mas eu visitei o santuário de Yasukuni para informar as almas dos mortos de guerra sobre os progressos realizados este ano e para transmitir a minha determinação de que as pessoas nunca mais sofram os horrores da guerra", disse Abe a jornalistas após a visita.

As relações de Tóquio com Pequim e Seul já são tensas devido a disputas territoriais e por outros desentendimentos decorrentes da ocupação militar do Japão a grandes partes da China e pela colonização da península coreana de 1910 a 1945.

A China convocou o embaixador japonês para manifestar "firme oposição" à visita, informou o Ministério das Relações Exteriores chinês.A Coreia do Sul chamou a visita de um ato deplorável e anacrônico que danifica os laços entre os dois países, e convocou um alto diplomata japonês em Seul para protestar. / REUTERS e AP

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