Primeiro-ministro líbio propõe cessar-fogo imediato e anistia

Carta não menciona papel que poderia desempenhar o líder líbio, Muamar Kadafi, no futuro do país

Efe,

26 de maio de 2011 | 05h22

LONDRES - O governo líbio propôs um cessar-fogo imediato no país, negociações incondicionais com a oposição, anistia para todas as partes e a elaboração de uma nova Constituição, segundo informa nesta quinta-feira, 26, o diário britânico The Independent.

 

Veja também:

especialLinha do Tempo: 40 anos da ditadura na Líbia

especialInfográfico: A revolta que abalou o Oriente Médio

especialEspecial: Os quatro atos da crise na Líbia

 

O periódico assinala que a proposta de cessar-fogo, que seria controlado pela ONU e a União Africana, e as outras ofertas estão contidas em carta enviada pelo primeiro-ministro líbio, Baghdadi Al-Mahmudi, a vários governos estrangeiros.

 

Entre os pontos que surpreenderam os observadores está o fato de a carta não mencionar o papel que poderia desempenhar o líder líbio, Muamar Kadafi, no futuro do país, ao contrário de propostas feitas anteriormente pelo regime do coronel.

 

"O futuro da Líbia será radicalmente diferente do que existia há três meses. Este sempre foi nosso plano, só que agora teremos que acelerar o processo. Só que para isso temos que deixar os combates e começar a dialogar", diz o chefe de governo em sua carta.

 

E acrescenta: "temos que criar um sistema de Governo que reflita a realidade de nossa sociedade e se adeque às reivindicações da governança contemporânea".

 

"Temos de levar imediatamente ajuda humanitária a todos os líbios, estejam eles na Líbia ou fora do país. O ciclo de violência deve ser substituído por um ciclo de reconciliação. Ambas as partes necessitam de incentivos para sair de seu cantinho e comprometer-se em um processo de diálogo que leve a um consenso", acrescenta Baghdadi Al-Mahmudi.

 

O governo da Espnha confirmou o recebimento da proposta de cessar-fogo, mas espera uma posição oficial da União Europeia para tomar uma decisão.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.