Primeiro-ministro pede apoio à nova Constituição tailandesa

O Governo espera que pelo menos 60% dos quase 45 milhões de eleitores compareçam às urnas

EFE

18 de agosto de 2007 | 03h37

O primeiro-ministro da Tailândia, Surayud Chulanont, pediu neste sábado uma grande participação popular no plebiscito de domingo para aprovar a nova Constituição, redigida sob a supervisão dos militares que deram um golpe de Estado em 19 de setembro de 2006.   O general Chulanont disse em um programa de televisão que a votação de domingo será uma oportunidade para que os tailandeses participem da política.   O Governo estabelecido pelos militares golpistas espera que pelo menos 60% dos quase 45 milhões de eleitores compareçam às urnas. Os Ministérios de Defesa e Interior enviaram cerca de 400 mil militares e funcionários por todo o país para convencer os eleitores a votar "sim".   A legitimidade do processo e da nova Constituição vai depender do índice de participação, segundo os observadores. O ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra, deposto pelos militares golpistas e acusado de corrupção e nepotismo, se opõe ao plebiscito.   O Governo prometeu eleições legislativas no fim do ano, se o texto constitucional for aprovado e não houver contratempos. O general Chulanont reafirmou neste sábado que não será candidato. A nova constituição, muito semelhante à de 1997 e que poucos tailandeses conhecem, prevê para o primeiro-ministro um mandato máximo de oito anos consecutivos.   O Parlamento diminui, com a Câmara passando de 500 a 480 cadeiras e o Senado de 200 a 150. Quase metade será selecionada por um comitê de magistrados, funcionários eleitorais e grupos cívicos.

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