Divulgação/Sana/Reuters
Divulgação/Sana/Reuters

Primeiro-ministro sírio escapa ileso de atentado a bomba em Damasco

Ataque, planejado por rebeldes que tentam derrubar Assad, matou guarda-costas do premiê

O Estado de S. Paulo, Agência Estado

29 de abril de 2013 | 05h25

O primeiro-ministro sírio, Wael al-Halki, sobreviveu a um ataque a bomba contra seu comboio em Damasco nesta segunda-feira, 28. O atentado, planejado por rebeldes que tentam derrubar o regime de Bashar Assad, matou o guarda-costas do premiê.

A explosão atingiu o bairro de Mezze. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos, ONG vinculada à oposição síria, confirmou que uma pessoa que acompanhava Al-Halki morreu. A televisão estatal, controlada por Assad, informou que houve vítimas, mas não deu detalhes.

"A explosão terrorista em al-Mezze foi uma tentativa de atingir o comboio do primeiro-ministro. O doutor Wael al-Halki está bem e não está ferido", informou o canal, que mais tarde transmitiu imagens de Halki, que parecia composto e sereno, ao presidir uma reunião com a equipe econômica.

Mezze faz parte de uma área conhecida como "Praça de Segurança" no centro de Damasco, onde ficam muitas instituições do governo e militares e onde vivem altos funcionários sírios.

Protegido por quase dois anos do derramamento de sangue e destruição que assolam grande parte do resto da Síria, o local foi lentamente envolvido na violência, à medida que forças rebeldes posicionadas a leste da capital passaram a realizar ataques com morteiros e atentados com bombas no centro da cidade.

Não é a primeira vez que se registra um atentado na capital contra responsáveis do regime. No dia 18 de julho do ano passado, uma brigada rebelde promoveu um atentado contra a sede da Segurança Nacional em Damasco em um ataque, que matou a cúpula do Ministério de Defesa sírio./ REUTERS e EFE

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