Primeiro-ministro tailandês descarta renunciar apesar da crise

Para manifestantes, Wongsawat é fantoche de ex-premiê deposto em 2006 após ser acusado de corrupção

Agências internacionais,

17 de outubro de 2008 | 09h01

O primeiro-ministro da Tailândia, Somchai Wongsawat, disse que permanecerá no poder, apesar dos crescentes pedidos para que saia do cargo. "O governo não pode simplesmente abandonar seu trabalho e responsabilidade", afirmou Somchai nesta sexta-feira, 17.   Na semana passada houve violentos confrontos entre a polícia e manifestantes. Nesta sexta-feira, milhares de pessoas marcharam pelas ruas de Bangcoc pedindo a saída do primeiro-ministro. O chefe do Exército, general Anupong Paochinda, deu a entender na quinta-feira que o político deveria deixar o cargo. O Exército tem bastante força na Tailândia e já esteve envolvido na derrubada de vários líderes. Na semana passada, os protestos acabaram com a morte de um manifestante e mais de 400 pessoas feridas.   Wongsawat disse em entrevista coletiva que conta com o apoio de seis partidos políticos que integram a coalizão governamental e que, por esta razão, continuará à frente do Executivo.   Segundo a BBC, os manifestantes da Aliança do Povo pela Democracia (PAD, na sigla em inglês) acusam o governo de Wongsawat de ser um fantoche do ex-premiê Thaksin Shinawatra, que havia sido deposto em um golpe militar em 2006 - mas que, segundo a oposição, continua controlando o poder no partido governista, o Partido do Poder Popular (PPP).   O PPP chegou ao poder nas eleições gerais de dezembro passado, convocadas pelo regime militar interino que governou o país após o golpe de 2006. Wongsawat é cunhado de Thaksin, que se mudou para o Reino Unido em julho.

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