Primeiro-ministro tailandês só renuncia se moção de censura prosperar

A oposição deve, a partir da próxima segunda-feira, defender no Parlamento a moção de censura

EFE

22 de junho de 2008 | 02h18

O primeiro-ministro da Tailândia, Samak Sundaravej, reiterou neste domingo que não cederá perante os manifestantes que há quase um mês pedem sua renúncia, e que só deixa o cargo se a moção de censura da oposição no Parlamento prosperar. "Pedir que renuncie carece de fundamento", disse Sundaravej em discurso transmitido pela televisão enquanto várias centenas de manifestantes continuavam com os protestos em torno da sede do Governo em Bangcoc. A oposição, liderada pelo Partido Democrata, deve a partir da próxima segunda-feira defender no Parlamento a moção de censura contra Sundaravej, por considerar que a legenda que lidera é uma réplica da ilegalizada Thai Rak Thai (Tailandeses Amam a Tailândia) do ex-primeiro-ministro Thaksin Shinawatra. O partido Thai Rak Thai foi desmantelado em 2007 por ordem do Tribunal Supremo por fraude eleitoral, e seus principais dirigentes, incluindo Shinawatra, foram inabilitados para participar da política durante cinco anos. A moção de censura tem poucas probabilidades de prosperar visto que a coalizão governamental liderada pelo Partido do Poder do Povo (PPP) de Sundarajev, controla mais de dois terços das 480 cadeiras do Parlamento. Em seu discurso, o primeiro-ministro afirmou que caso a moção de censura siga adiante, apresentará sua renúncia.

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