Primeiro-ministro taiuanês quer aumentar orçamento de defesa

O chefe de governo defende também uma abertura "controlada" com a China

Efe,

11 de setembro de 2007 | 03h27

O primeiro-ministro taiuanês, Chang Chun-hsiung, pediu nesta terça-feira, na abertura das sessões parlamentares que o orçamento de defesa chegue a 3% do Produto Interno Bruto (PIB), e defendeu uma abertura "controlada" com a China. O chefe de governo prometeu uma maior cooperação com a oposição e pediu a aprovação urgente de 170 projetos de lei pendentes, em seu relatório ao Parlamento. "A política de manejo ativo e abertura eficiente em relação à China continuará buscando consolidar a identidade nacional de Taiwan, salvaguardar a segurança nacional e os interesses do povo", disse Chang. Taiwan se separou unilateralmente da China em 1949 e desde então mantém disputas independentistas com o governo comunista, que considera a ilha parte de seu território. Em 2005 a China aprovou a Lei Anti-Secessão, que dá caráter legal a um ataque militar a Taiwan em caso de proclamação formal de independência. No entanto, Taiwan, que é um dos principais investidores na China, vai continuar negociando com o governo chinês a abertura ao turismo e os vôos diretos regulares, disse o primeiro-ministro. O governo manterá sua campanha para entrar em organizações internacionais sob o nome de Taiwan, para ressaltar a soberania e a identidade nacional contra a "opressão chinesa". A política independentista começou com a chegada ao poder do atual presidente, Chen Shui-bian. Na política econômica, Chang prometeu maior dinamismo para atrair investimentos estrangeiros, criar mais postos de trabalho e diminuir as desigualdades. O governo vai tentar "diminuir os impostos, ampliar a base impositiva e simplificar o sistema", prometeu.

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