Primeiro plano de proteção do mar Cáspio entra em vigor

A Convenção do Cáspio, primeiro plano de proteção do ecossistema deste mar, entrou em vigor com o respaldo dos cinco países banhados por ele (Rússia, Irã, Cazaquistão, Azerbaidjão e Turcomenistão)."A Convenção nos permitirá conservar o ecossistema único do mar Cáspio, segundo um claro sistema legal que leva em conta os interesses dos cinco Estados", assegurou hoje Amerjan Amerjánov, funcionário do Ministério de Recursos Naturais da Rússia, citado pela agência oficial "Itar-Tass".Os cinco países assinaram esta Convenção em novembro de 2003, em Teerã, capital do Irã, seguindo os passos dados no passado pelos Estados banhados pelos mares Mediterrâneo e Báltico, que buscavam a prevenção de uma catástrofe ecológica.Atualmente, denuncia Amerjanov, "não se regula a captura do esturjão para extrair o caviar negro e o ecossistema marinho se degrada pela prospecção e extração de petróleo".Além disso, o funcionário russo lembrou que o Cáspio se transformou em "uma importante via de transporte de produtos petrolíferos, o que não ajuda a melhorar a situação".Por razões desconhecidas, nos últimos 20 anos o nível do mar Cáspio subiu em 2,6 metros, o que representa uma grande ameaça para as povoações que vivem em sua margem.A Convenção é o primeiro acordo multilateral assinado pelos países da região, que não conseguiram entrar em acordo sobre o estatuto jurídico deste mar, que acolhe as maiores reservas de petróleo e gás natural do planeta para exploração.O Cáspio é considerado o maior lago do mundo, com uma extensão de 370.886 quilômetros quadrados, maior que o território da Itália.

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