AP Photo/Fernando Vergara
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Primeiros guerrilheiros das Farc concluem processo de desarmamento na Colômbia

Missão das Nações Unidas entregou nesta sexta-feira o certificado de conclusão de desarmamento individual para o primeiro grupo de 12 membros do grupo, que poderão iniciar sua reintegração na sociedade civil

O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 16h53

BOGOTÁ - Doze membros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) se tornaram, nesta sexta-feira, 12, os primeiros a completar o processo de desarmamento desta guerrilheira colombiana no âmbito do acordo de paz, informou a missão da ONU responsável por supervisionar o processo.

"Um primeiro grupo de 12 membros das Farc recebeu nesta sexta-feira da Missão das Nações Unidas o certificado de conclusão de desarmamento individual, o que lhes permite começar formalmente a sua reintegração na vida civil", indicou a ONU em um comunicado.

Representando o governo, o escritório do Alto Comissário para a Paz entregou o certificado que respalda a conclusão do desarmamento desses membros das Farc, segundo a Organização das Nações Unidas. "Com este evento, tem início um processo contínuo de certificações para os membros das Farc que estão fazendo a transição para a vida civil após a abdicação das armas", explicou.

Cerca de 7 mil combatentes das Farc, principal e mais antiga guerrilha do continente, estão agrupados em 26 pontos na Colômbia, em conformidade com o processo de desarmamento acordado no pacto para superar meio século de conflito armado assinado em novembro passado com o governo de Juan Manuel Santos, após quatro anos de negociações em Cuba.

De acordo com o cronograma estipulado no acordo, que visa transformar as Farc em um partido político, todas as armas dos rebeldes deveriam ser entregues em 1º de maio e armazenadas em contêineres ONU. 

No final deste mês, de acordo com a agenda, a ONU deve recolher as armas para destruí-las e construir três monumentos. No entanto, o organismo reconheceu atrasos na implementação do processo de desarmamento, atribuídos aos atrasos na chegada dos rebeldes às áreas de agrupamento por problemas logísticos e jurídicos.

O presidente Santos afirmou anteriormente que até o final deste mês todas as armas terão sido entregues. Prêmio Nobel da Paz em 2016 por seus esforços de reconciliação, o presidente declarou na segunda-feira, no entanto, que analisa a possibilidade de ampliar o prazo de entrega das armas. / AFP

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