Reprodução/Reuters
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Primeiros observadores militares devem chegar à Síria segunda, diz ONU

Serão 30 enviados; previsão é que missão chegue a ter 300 representantes

Efe,

27 de abril de 2012 | 20h41

GENEBRA - A Organização das Nações Unidas antecipou que os 30 primeiros observadores militares desarmados da missão de supervisão na Síria (UNSMIS) devem chegar ao país árabe na próxima segunda-feira, disse nesta sexta-feira, 27, o porta-voz adjunto do organismo.

"A ONU está trabalhando a respeito e espera que a equipe inicial já esteja operando na segunda-feira", assinalou o porta-voz adjunto da ONU, Eduardo Del Buey, sobre a missão autorizada pelo Conselho de Segurança no sábado passado.

A previsão é que dentro de mais alguns dias, a UNSMIS estará com um total de 300 observadores, sob a direção do general norueguês Robert Mood, designado nesta sexta-feira como novo chefe dessa missão de "capacetes azuis" pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

Buey ainda informou que a ONU está negociando com outros Estados-membros sobre contribuir com as tropas (da UNSMIS), mas os países que enviarão soldados ainda não podem ser identificados. Atualmente, há seis observadores militares da ONU na Síria, para verificar o cumprimento do plano de paz respaldado pelo Conselho de Segurança.

O plano de paz, em vigor desde 12 de abril, estipula a cessação das hostilidades, a retirada dos tanques das cidades, a libertação dos detidos de forma arbitrária e o início de um diálogo entre o Governo e a oposição, entre outros pontos.

O secretário-geral, em visita oficial na Índia, pediu mais uma vez nesta sexta-feira ao presidente da Síria, Bashar al Assad, a cessação "imediata" da violência no país pelas forças de segurança para facilitar a chegada de ajuda humanitária. "Os assassinatos seguem sem pausa. Os bombardeios e as explosões em áreas residenciais continuam", afirmou Ban em entrevista coletiva.

Desde a entrada em vigor do cessar-fogo, há 16 dias, ocorreram reiteradas violações do plano de paz, apesar da presença dos observadores militares desarmados da ONU no país. Além disso, os grupos de oposição denunciaram que as forças de Assad retomavam os bombardeios quando os observadores abandonavam as cidades visitadas. Nesta sexta-feira, pelo menos onze pessoas foram vítimas de ataques.

Desde o início dos confrontos entre as forças governamentais do regime sírio e a oposição, há quase quatorze meses, houve mais de 10 mil mortos, segundo dados da ONU. No entanto, os grupos opositores anunciam mais de 13 mil falecimentos, além de mais de 10mil desaparecidos e 80 mil detidos.

Ainda de acordo com a ONU, 230 mil pessoas se deslocaram internamente no país, mais de 60 mil ficaram refugiados em países limítrofes, como a Turquia e Líbano, e um milhão necessitam de assistência humanitária.  

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