REUTERS/Pascal Rossignol
REUTERS/Pascal Rossignol

Primo de terrorista da Normandia é detido

Procuradoria francesa investiga contatos de homem que decapitou padre em igreja

O Estado de S. Paulo

31 Julho 2016 | 21h21

PARIS - Um primo de Abdel-Malik Nabil Petitjean, um dos dois terroristas que mataram na terça-feira um padre enquanto ele rezava uma missa na Normandia, foi colocado em prisão preventiva, informou ontem a procuradoria francesa.

O homem, identificado como Farid K., de 30 anos, é natural de Nancy (leste da França) e será investigado por suspeita de associação terrorista com objetivo de perpetrar crimes, informaram as autoridades.

Farid também é suspeito de outros quatro crimes, entre eles o de fazer parte de organização terrorista. Ele ainda é investigado por sua suposta participação no planejamento do assassinato do padre Jacques Hamel, de 86 anos - degolado na Normandia -, crime pelo qual pode responder por assassinato terrorista por motivo religioso caso seja provado vínculo com o caso.

O Ministério Público ressaltou que as investigações revelaram que Farid, que se apresentado a uma delegacia de polícia depois de saber que seu primo era um dos autores do ataque na Normandia, “sabia perfeitamente” que Petitjean preparava uma “ação violenta iminente”, embora pudesse não estar ciente da localização precisa e do dia do ataque.

Um outro suspeito, identificado como Jean-Philippe Steven J., de 20 anos, também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça francesa e será formalmente investigado por tentar viajar para a Síria em junho com Petitjean.

Por outro lado, um jovem de 22 anos que também foi interrogado por suspeita de ser cúmplice dos terroristas foi libertado pelas autoridades sem nenhuma acusação.

O homem, que é um refugiado sírio, havia sido preso na sexta-feira depois que as autoridades encontraram uma cópia de seu passaporte na asa de Adel Kermiche, o segundo autor do ataque na Normandia.

Armados com facas, Petitjean e Kermiche invadiram uma missa na igreja católica em Saint-Etienne-du-Rouvray, oeste da França, na terça-feira, forçaram o padre católico de 86 anos a ficar de joelhos e contaram a sua garganta. O ataque foi reivindicado pelo Estado Islâmico. / EFE e REUTERS

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