Ministério de Relações Exteriores e Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos/AP
Ministério de Relações Exteriores e Cooperação Internacional dos Emirados Árabes Unidos/AP

Princesa dos Emirados Árabes estaria sofrendo 'transtornos', diz ex-funcionária da ONU

Sheikha Latifa, filha do soberano de Dubai, tentou fugir do país em março por supostos maus tratos infligidos pelo pai

Redação, O Estado de S.Paulo

27 de dezembro de 2018 | 12h24

A princesa de Dubai, que tentou fugir dos Emirados Árabes Unidos em março, está "transtornada", mas é bem tratada por sua família, declarou nesta quinta-feira a ex-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos e ex-presidente da Irlanda, Mary Robinson.

A princesa Sheikha Latifa, filha do soberano de Dubai, Mohammed bin Rashed al-Maktum, havia anunciado sua intenção de fugir do país em um vídeo postado no Youtube em março devido aos maus tratos infligidos por seu pai. Ela acabou sendo encontrada a bordo de uma embarcação na costa indiana e levada de volta a Dubai em abril.

"Está transtornada, afetada por uma série de problemas de saúde e psiquiátricos, eles [a família] não querem mais publicidade", disse Robinson à BBC. Ela visitou a princesa em 15 de dezembro para ajudar seus parentes a resolver um "dilema familiar".

Este encontro ocorreu em um momento em que as organizações de direitos humanos expressavam sua preocupação pela princesa, pedindo ao governo de Dubai informações sobre sua situação. Algumas fotos do encontro foram publicadas em 24 de dezembro por Dubai. Na ocasião, durante um café da manhã, Robinson constatou que a princesa era bem tratada por seus parentes, incluindo pela princesa Haya, esposa do emir de Dubai.

"Acredito que é uma situação muito complicada, eu entendo as preocupações [...] É um caso de família e agora goza de atenção afetiva", assegurou Mary Robinson.

A irlandesa também disse que já tranquilizou vários ativistas de direitos humanos sobre a situação da princesa, incluindo a atual alto comissária para Direitos Humanos da ONU, Michelle Bachelet, e Ken Roth, diretor da Human Rights Watch. / AFP

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