AP Photo/Natacha Pisarenko/Sol Vazquez
AP Photo/Natacha Pisarenko/Sol Vazquez

Principais alianças que disputarão as eleições presidenciais da Argentina

Cenário está praticamente completo com a definição das principais alianças que disputarão as primárias de 11 de agosto

Redação, O Estado de S.Paulo

12 de junho de 2019 | 21h48

BUENOS AIRES - O tabuleiro para as eleições presidenciais da Argentina, que serão realizadas no dia 27 de outubro, está praticamente completo com a definição das principais alianças que disputarão as primárias de 11 de agosto. Confira quais são elas:

1. MAURICIO MACRI E MIGUEL ÁNGEL PICHETTO

O presidente Mauricio Macri busca uma reeleição cada vez mais complicada, segundo as pesquisas, devido à difícil situação econômica enfrentada pelo país.

Na busca de um golpe de mestre capaz de resgatar a confiança do eleitorado, Macri anunciou  que seu candidato à vice-presidência será o senador peronista Miguel Ángel Pichetto.

A decisão, que surpreendeu aliados e opositores, pretende ampliar a base eleitoral da coalizão governista Mudemos, integrada até então por Proposta Republicana, Coalizão Cívica e União Cívica Radical.

Macri agora deverá fazer malabarismo para manter todos os aliados satisfeitos, especialmente as lideranças da UCR, que há duas semanas exigiram um maior peso na lista eleitoral que será apresentada pela coalizão no pleito.

2. ALBERTO FERNÁNDEZ E CRISTINA FERNÁNDEZ

Assim como ocorreu com a chapa governista, o kirchnerismo quebrou todas as bancas de apostas quando a ex-presidente Cristina Kirchner anunciou que será candidata a vice-presidente na chapa Unidos, liderada por Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete.

A viúva do também ex-presidente Néstor Kirchner, vista como principal rival de Macri na briga pela Casa Rosada, terá como companheiro um aliado que estava há vários anos afastado do radar midiático.

A candidatura do Partido Justicialista (PJ) terá o apoio de Sergio Massa, do Frente Renovadora, terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2015, mas ainda não se sabe o papel que o ex-deputado ocupará na aliança.

O ex-vice-presidente Daniel Scioli, também do PJ, derrotado por Macri na última eleição, também anunciou a intenção de disputar a presidência mais uma vez. No entanto, ele ainda não oficializou a candidatura.

3. ROBERTO LAVAGNA E JUAN MANUEL URTUBEY

O ex-ministro de Economia Roberto Lavagna já tinha anunciado a intenção de lutar pela presidência, mas faltava saber quem seria seu braço direito. A incógnita se resolveu nesta quarta-feira, 12, com o anúncio de que o governador da Província de Salta, o peronista Juan Manuel Urtubey, será seu candidato a vice-presidente.

A chapa tenta ser uma terceira via à polarização entre Macri e Cristina. Peronista dissidente e crítico do kirchnerismo, Urtubey havia se aproximado do atual presidente argentino nas últimas semanas, mas acabou se aliando a Lavagna na coalizão Consenso 19.

Os dois também ganharam apoios não previstos pelos analistas políticos argentinos. O Partido Socialista e o Geração para um Encontro Nacional (GEN), legenda de centro liderada pela ex-deputada e ex-candidata presidencial Margarita Stolbizer.

 

4. GRUPOS DE ESQUERDA

Apesar de as principais figuras da esquerda serem muito próximas ao kirchnerismo, vários candidatos que não chamam tanta atenção disputarão as eleições presidenciais de 2019.

Um deles é o deputado Nicolas del Caño, do Partido dos Trabalhadores Socialistas (PTS). Falta ainda definir quem será a vice da chapa. A disputa está entre Romina del Plá, do Partido Operário, e Manuela Castañera, do Novo Movimento ao Socialismo (Novo MAS).

5. GRUPOS DE DIREITA

Assim como ocorre com a esquerda, a direita tem candidatos menos midiáticos que Mauricio Macri. É o caso do economista José Luis Espert, que estreará na política, e de Juan José Centurión, ex-presidente do Banco de la Nación.

Os dois podem se enfrentar nas primárias que ocorrerão em agosto ou conseguir um acordo para formar uma candidatura única para o pleito de outubro. /EFE

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