Principais partidos suspendem negociações no Iraque

Os dois principais candidatos a liderar um novo governo no Iraque romperam negociações hoje, cinco meses depois de eleições inconclusivas. Iyad Allawi, líder da coalizão Iraqiya, a mais votada nas eleições de março, anunciou a suspensão das conversas com a coalizão Estado de Direito, liderada pelo primeiro-ministro Nuri al-Maliki.

AE, Agência Estado

16 de agosto de 2010 | 15h29

Uma porta-voz de Allawi disse que o rompimento aconteceu depois de Al-Maliki dizer em uma entrevista de televisão que a Iraqiya é um "bloco sunita". "Não somos um bloco sunita, somos um projeto nacionalista", disse a porta-voz Maysoon al Samaluji. O partido de Allawi, porém, deixou a porta aberta para a retomada das conversações. "Pedimos que ele (Al-Maliki) peça desculpas. Sem desculpas, não vamos mais negociar com ele", afirmou a porta-voz.

Embora Allawi seja xiita, como Al-Maliki e a maioria da população do Iraque, seu bloco obteve a maior parte de seu apoio eleitoral nas regiões majoritariamente sunitas. Al-Maliki disse à emissora Al-Hurra, que é sustentada por recursos dos Estados Unidos, que a coalizão Iraqiya "representa o componente sunita. Se um governo for formado sem aquele componente, o Estado não será estável".

Na eleição de 7 de março, a coalizão Iraqiya obteve 91 assentos no Conselho de Representantes (Parlamento), enquanto o grupo Estado de Direito obteve 89. Mais de cinco meses depois, nenhum desses blocos, ou qualquer outro par de agrupamentos políticos, tem votos suficientes para formar uma coalizão com a maioria requerida por lei.

Enquanto o impasse político persiste, as tropas de ocupação norte-americanas se preparam para uma redução de 60 mil para 50 mil até 31 de agosto, conforme promessa do presidente Barack Obama. As informações são da Dow Jones.

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