Principais petrolíferas se distanciarão da BP, segundo Financial Times

Segundo a publicação, as empresas vão alegar no Congresso dos EUA que o vazamento poderia ter sido evitado

Efe,

14 de junho de 2010 | 05h17

LONDRES - Os diretores das maiores petrolíferas do mundo afirmarão na próxima terça-feira, 15, no Congresso americano que o vazamento ocorrido no Golfo do México poderia ter sido evitado, distanciando-se assim em público pela primeira vez da British Petroleum (BP).

Segundo soube o "Financial Times", os diretores de Exxon Mobil, Shell, Chevron e ConocoPhillips dirão que se forem seguidas as "melhores práticas" do setor podem ser evitados acidentes ecológicos como o da plataforma Deepwater Horizon.

Os grandes grupos petrolíferos querem aproveitar seu testemunho perante uma subcomissão de Energia e Comércio da Câmara de Representantes, para justificar os trabalhos de prospecção em águas profundas do Golfo.

O governo impôs uma moratória de seis meses a essas atividades desde que aconteceu o derrame, e muitos na indústria temem que as autoridades decidam ampliá-la.

Os executivos das petrolíferas responderão também às críticas no sentido de que a indústria não estava preparada para um desastre de tal magnitude, tendo em vista que o vazamento ainda não pôde ser contido.

Segundo o jornal britânico ficou sabendo de fontes das empresas que vão testemunhar perante o Congresso americano seus diretores querem transmitir a mensagem que o acidente poderia ter sido evitado.

As petrolíferas asseguram que planos de perfuração contam com sistemas redundantes que permitem fazer o melhor acompanhamento das pressões nos poços e que também seguem as operações em tempo real de terra para detectar qualquer problema que possa surgir.

Os poços têm também múltiplas barreiras para o caso de acontecer algum acidente, mas não está ainda claro se BP tinha aplicado todas essas salvaguardas.

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