Principal clérigo iraquiano pede união contra 'perigo' do Isil

Grão-aiatolá Sistani culpou os políticos do país e seus interesses pessoais pela pior crise desde a queda de Saddam Hussein

O Estado de S. Paulo

08 de agosto de 2014 | 11h51

BAGDÁ - O principal clérigo do Iraque pediu a seus compatriotas nesta sexta-feira, 8, que se unam contra o "grande perigo" representado pelos militantes do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isil, na sigla em inglês), cujo avanço levou o presidente dos EUA, Barack Obama, a autorizar ataques aéreos contra o território iraquiano.

Em seu sermão semanal, proferido toda sexta por meio de um porta-voz na cidade sagrada xiita de Kerbala, o grão-aiatolá Ali al-Sistani culpou os políticos iraquianos pela pior crise no país desde a queda de Sadam Hussein em 2003, dizendo que são motivados pelo interesse pessoal.

"Todos os iraquianos deveriam unificar as frentes e intensificar esforços em face desse grande perigo que ameaça nosso presente e futuro", disse Sistani.

Essa foi a segunda vez que Sistani pediu aos iraquianos para enfrentarem o Isil, que tem ameaçado invadir Bagdá e quer redesenhar o mapa do Oriente Médio para impor sua ideologia radical. O clérigo disse que os políticos que se agarram a seus cargos estão cometendo um "grave erro", aumentando a pressão pela renúncia do primeiro-ministro xiita, Nuri al-Maliki, em seu terceiro mandato.

"Todos os partidos políticos deveriam saber que conflitos e diferenças entre si - que muitas vezes não têm nenhuma justificativa se não o interesse pessoal ou sectário ou interesses nacionais - têm causado o enfraquecimento de todos e aberto a porta aos terroristas", disse ele. / REUTERS

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