Principal líder opositor apresenta renúncia no Japão

Alguns membros do PD criticaram a atitude de Ozawa de não rejeitar de forma imediata

EFE,

04 de novembro de 2007 | 05h59

Ichiro Ozawa, líder do principal grupo opositor do Japão, o Partido Democrático (PD), apresentou neste domingo, 4, sua renúncia por sua tardia rejeição à proposta de pacto com o Governo feita pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda, informou a agência "Kyodo". Alguns membros do PD criticaram a atitude de Ozawa de não rejeitar de forma imediata a oferta do grupo governamental Partido Liberal Democrático (PLD) para formar uma grande coalizão na reunião entre Fukuda e Ozawa, ocorrida na sexta-feira passada. O líder do PD rejeitou a proposta de Fukuda através de uma ligação telefônica, mas depois de não receber o sinal verde em reunião executiva do partido que aconteceu de última hora da sexta-feira. A confusão gerada no seio do PD diante da possível aproximação de posturas com seu rival político se viu acentuada neste domingo por um artigo que surgiu na imprensa japonesa no qual se assegura que foi Ozawa, e não Fukuda, quem pôs primeiro sobre a mesa a possibilidade de um grande pacto. Segundo a "Kyodo", vários membros do PD estão tentando persuadir Ozawa para que ele não renuncie. As conversas entre o Executivo japonês e o principal grupo opositor aumentaram nas últimas semanas devido ao interesse do Governo de Fukuda de concordar com o PD a continuidade da missão japonesa no Índico para fornecer combustível às forças dos EUA que combatem o terrorismo no Afeganistão. No dia 1º de novembro caducou a vigência da Lei Antiterrorista que permitiu durante seis anos o apoio logístico japonês aos EUA e seus aliados nessa região, e os navios japoneses abandonaram a área, apesar dos esforços do Governo para prorrogar a missão. O PD é o principal obstáculo para que se retome a missão no Índico e justifica sua recusa em que a Constituição pacifista japonesa não permite operações militares no exterior. A vitória do PD nas eleições à Câmara Alta de julho, que lhe outorgou o controle total do Senado, aumentou as expectativas sobre um possível triunfo eleitoral do grupo nos próximo pleito.

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