REUTERS/Amit Dave
REUTERS/Amit Dave

Principal suspeito de estuprar e queimar adolescente na Índia é preso

Dhanu Bhuiyan foi encontrado na casa de parentes, onde estava escondido desde o ataque contra a jovem

O Estado de S.Paulo

06 Maio 2018 | 11h55

A polícia indiana anunciou neste domingo, 6, a prisão do principal suspeito do estupro e assassinato de uma adolescente de 16 anos queimada viva - o caso mais recente de uma série de agressões sexuais brutais contra mulheres na Índia.

O chefe da aldeia, onde o crime aconteceu, também foi preso e a família da vítima de 16 anos está sob proteção especial da polícia. O principal suspeito, Dhanu Bhuiyan, foi encontrado, na casa de parentes, onde estava escondido desde o ataque contra a jovem em um distrito remoto do estado de Jharkhand (leste).

+++ Caso de estupro expõe drama de meninas sequestradas na Índia

A jovem havia sido sequestrada em sua casa na quinta-feira passada enquanto sua família estava em um casamento. Ela foi estuprada em uma floresta, segundo a polícia local. A família, então, apresentou uma denúncia ao conselho de anciãos da aldeia, que, na sexta-feira, ordenou que dois acusados fizessem uma centena de abdominais e pagassem uma multa de 50 mil rúpias (US$ 750).

+++ Guru indiano é condenado a prisão perpétua por estupro de adolescente

Furiosos com a sentença, Dhanu Bhuiyan e outros suspeitos espancaram os pais da menina e incendiaram sua casa com a jovem  dentro dela. Os conselhos de anciãos geralmente resolvem disputas para evitar o sistema judicial lento e caro na Índia. Embora suas decisões não tenham força jurídica, sua influência nas comunidades rurais é considerável.

+++ Meninas indianas treinam autodefesa contra agressões sexuais

O governo instituiu a pena de morte para estupradores de crianças após o estupro e assassinato de uma menina de 8 anos em Kathua, no estado de Jammu e Caxemira (norte). Em 2016, cerca de 40 mil estupros foram registrados na Índia, mas o número seria muito mais importante. / AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.