Sang Tan/AP Photo
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Príncipe Andrew pede para ser julgado por acusações de agressão sexual por júri em Nova York

Americana alega ter sido agredida sexualmente pelo príncipe quando ela era menor, em Londres, em março de 2001 

Redação, O Estado de S.Paulo

26 de janeiro de 2022 | 19h19

O príncipe Andrew do Reino Unido pediu para ser julgado por um júri civil em Nova York para se defender das acusações de suposta agressão sexual contra uma menor americana há mais de 20 anos, anunciaram seus advogados nesta quarta-feira, 26.  "Pela presente, o príncipe Andrew exige um julgamento por júri sobre todos os casos estabelecidos na ação", escreveu seu advogado em uma moção.

Sua acusadora, Virginia Giuffre, hoje com 38 anos, disse ter mantido relações sexuais com o príncipe quando tinha 17 anos, após tê-lo conhecido por meio do gestor financeiro americano Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão enquanto aguardava julgamento por pedofilia.

O segundo filho homem da rainha Elizabeth II da Inglaterra não foi acusado criminalmente e nega as acusações, mas foi obrigado a se afastar de seus deveres reais. 

No começo deste mês, Andrew, de 61 anos, foi destituído de seus títulos militares honorários e funções filantrópicas, depois que o juiz Lewish Kaplan negou seu pedido para indeferir o caso de Giuffre.

A americana alega ter sido agredida sexualmente pelo príncipe na casa em Londres da namorada de Epstein, Ghislaine Maxwell, em março de 2001. 

Andrew admitiu ter conhecido Epstein por volta de 1999, mas negou a alegação de Giuffre de que ele cometeu agressão sexual contra ela. David Boies, advogado de Giuffre, disse em comunicado que Andrew estava tentando culpar a vítima. "Estamos ansiosos para confrontar o príncipe Andrew com suas negações e tentativas de culpar a sra. Giuffre por seu próprio abuso", disse Boies.

Os advogados do príncipe já haviam chamado o processo de Giuffre de infundado e a acusaram de buscar outro acordo financeiro. Giuffre recebeu US$ 500 mil em um acordo civil de 2009 com Epstein.

O juiz Kaplan informou que um julgamento pode começar entre setembro e dezembro de 2022. Se Giuffre vencer o processo, Andrew pode ter de lhe pagar uma indenização. Ela pediu uma quantia não especificada./AFP e Reuters  

 

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