AP Photo/Ramon Espinosa
AP Photo/Ramon Espinosa

Príncipe Charles percorre Havana 257 anos após ocupação britânica

Ao lado de Camila, ele visitou o centro histórico e inaugurou uma estátua de Shakespeare

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de março de 2019 | 18h00

HAVANA - Duzentos e cinquenta e sete anos após Havana ter sido brevemente ocupada pela Grã-Bretanha, o príncipe Charles fez nesta segunda-feira uma visita às ruas do centro histórico de Havana, no segundo dia de visita oficial do membro da família real britânica a Cuba.

A primeira visita oficial da família real britânica à ilha começou no domingo, com a participação em um evento em homenagem ao herói nacional José Martí.

O filho mais velho da rainha Elizabeth chega a Cuba como parte de uma viagem oficial pelo Caribe. Na quarta-feira ele vai para as Ilhas Cayman.

Ao lado da mulher Camila, duquesa da Cornualha, Charles conheceu em Havana a área considerada patrimônio mundial acompanhado pelo historiador Eusebio Leal, que serviu de guia turístico. Charles visitou uma barbearia e uma escola de boxe.

Na Rua Mercaderes, em frente ao Colégio Universitário San Gerónimo, ambos inauguraram uma estátua do dramaturgo inglês William Shakespeare.

É "um momento histórico para os dois países", informou a embaixada britânica através do Twitter.

Também através da rede social, o presidente Miguel Díaz-Canel, com quem Charles tinha um encontro marcado,  saudou a visita dos representantes da coroa inglesa. "Cuba dá boas-vindas ao príncipe Charles e a sua esposa, a duquesa Camila da Cornualha. Nos honra recebê-los e mostrar-lhes com orgulho a nação que somos".

Não está prevista nenhum encontro de Charles com Raúl Castro, irmão de Fidel e ex-presidente da ilha que agora lidera Partido Comunista de Cuba.

A visita a Cuba deve contribuir para uma maior presença britânica na ilha, cujo comércio bilateral caiu de US$ 168,3 milhões em 2013 a US$ 63,6 milhões em 2017, segundo dados oficiais cubanos.

O Reino Unido também é um dos principais pontos de origem de turistas para ilha, já que cerca de 200 mil britânicos visitam Cuba anualmente. / AFP 

 

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