Kirsty O'Connor/ Reuters
Kirsty O'Connor/ Reuters

Príncipe Charles testa positivo para covid-19 dois dias depois de se encontrar com a rainha

O herdeiro do trono britânico, de 73 anos, já havia sido infectado pelo vírus em março de 2020; Palácio de Buckingham não informou se Elizabeth II apresenta sintomas

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de fevereiro de 2022 | 18h28

O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, testou positivo para o novo coronavírus e está em isolamento, anunciou a Casa Real nesta quinta-feira, 10. Segundo jornais britânicos, Charles se encontrou com a rainha Elizabeth II pela última vez há dois dias.

Esta é a segunda vez que o príncipe de Gales, de 73 anos, tem resultado positivo para covid-19. Ele já havia sido infectado em março de 2020, quando teve sintomas leves e se recuperou rapidamente, segundo informou o Palácio de Buckingham. Dessa vez, porém, a Casa Real não informou se ele aprentava sintomas, apenas que recebeu três doses da vacina.

Nesta quinta, o príncipe iria inaugurar a estátua de Licoricia de Winchester, uma proeminente mutuante judia da Inglaterra medieval. No Twitter, Charles disse estar "muito decepcionado" por não poder comparecer à cerimônia.

A assessoria de sua residência oficial, Clarence House, não especificou quando ele teve contato pela última vez com sua mãe, a rainha de 95 anos. Recentemente, a monarca viu sua saúde ficar debilitada.

No entanto, fontes reais confirmaram ao jornal britânico The Guardian e à rede de televisão BBC que o príncipe se encontrou com a rainha na última terça-feira. De acordo com a imprensa, Charles realizou uma investidura no Castelo de Windsor, onde a rainha, de 95 anos, reside atualmente.

À BBC, o Palácio de Buckingham não confirmou Elizabeth II testou positivo ou negativo, citando a privacidade médica da monarca.

A rainha é considerada totalmente vacinada, portanto, não precisará fazer isolamento, embora seja aconselhada a fazer testes diários por uma semana, informou os jornais. Desde as mudanças nas medidas anticovid no Reino Unido, pessoas que tiveram contato com casos confirmados não precisam se isolar.

A saúde da rainha, a monarca mais velha e mais antiga do mundo, está sob os holofotes desde que ela passou uma noite no hospital em outubro passado por uma doença não especificada e depois foi aconselhada por seus médicos a descansar.

Na segunda-feira, um dia depois de ela comemorar sete décadas no trono, uma fonte do Palácio disse à agência Reuters que ela pretendia retornar às funções normais, com várias aparições públicas planejadas para o próximo mês.

Na noite de quarta-feira, 9, Charles participou de uma recepção no Museu Britânico de Londres, acompanhado de sua mulher, Camilla, e de outras personalidades, incluindo membros do governo.

Camilla testou negativo e seguiu em frente com sua agenda em Londres. Durante seus compromissos, ela disse que estava "muito, muito honrada e tocada" por Elizabeth ter declarado publicamente seu desejo de torná-la rainha-consorte quando Charles se tornar rei.

Camilla, a segunda esposa de Charles, foi difamada pelos tabloides britânicos após o colapso do primeiro casamento de Charles com a falecida princesa Diana e após sua morte em 1997.

A cobertura tornou-se muito mais simpática nos últimos anos e uma pesquisa do Daily Mail sugeriu que 55% do público britânico agora a apoiava em se tornar rainha-consorte, em comparação com 28% que se opunham.

No entanto, outras pesquisas indicaram que muitas pessoas ainda permanecem hostis a ela, com uma pesquisa do YouGov em novembro, descobrindo que apenas 14% a apoiavam como rainha./AFP e REUTERS

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