Príncipe do Nepal teria usado cocaína

Funcionários do palácio real de Katmandu, no Nepal, deram neste sábado um recado do novo rei, Gyanendra, para os sobreviventes (todos ligados à realeza) da chacina do dia 1º no palácio, quando o rei, a rainha e sete parentes foram mortos ? segundo as versões iniciais, pelo príncipe herdeiro, que depois teria se matado. A família real quer silêncio, exige que as testemunhas falem apenas para as comissões de inquérito, uma do Parlamento, a outra militar.Neste sábado, porém, circulava na capital nepalesa um novo boato: os médicos legistas teriam encontrado traços de cocaína nas amostras de sangue recolhidas do falecido herdeiro, o príncipe Dipendra. A origem da notícia é ?uma fonte próxima à família real?, diz reportagem publicada hoje, em Londres, pelo Sunday Times, edição dominical do diário The Times.O ?vazamento? sobre a cocaína e a publicação do depoimento de uma testemunha da chacina incriminando Dipendra, antes que os inquéritos sejam concluídos, reforçam as suspeitas da oposição comunista ? e de muitos nepaleses ? de que o herdeiro morto está sendo acusado para esconder os verdadeiros autores do massacre.

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