REUTERS/Dylan Martinez
REUTERS/Dylan Martinez

Príncipe e atriz se casam em festa de R$ 160 milhões

Gastos com segurança em um país em alerta para ataque terrorista colocaram as bodas entre as dez mais caras dos últimos tempos 

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2018 | 21h22

LONDRES - O casamento do príncipe Harry, da Inglaterra, e da atriz americana Meghan Markle, no sábado, 19, candidato a maior evento global do ano, custará nada menos do que R$ 160 milhões aos cofres britânicos, segundo o jornal The Sun. Os custos são tão elevados principalmente pelas despesas com segurança, uma vez que o país está sob alerta para ataques terroristas.

A companhia Bridebook, que organiza casamentos, afirmou acreditar que esse deve ser o valor estimado a ser gasto com flores, comida, entretenimento e, claro, o vestido da noiva, um dos itens mais caros e aguardados da cerimônia. 

A companhia também estimou, segundo o jornal The Sun, que a união entre o príncipe e atriz entrará para a lista dos dez casamentos mais caros de todos os tempos. Ele estará à frente até da cerimônia do irmão de Harry, príncipe William, que se casou com Kate em 2011, em uma festa estimada em R$ 100,7 milhões. 

+Lucro do casamento real pode chegar a R$ 5 bilhões

Grande parte dos custos foi destinada aos preparativos de segurança para hoje, como explicou o Sun. Isso inclui o intenso esquema de vigilância na cidade de Windsor. Era esperada uma presença maciça de policiais e esquemas de checagem semelhante aos de aeroportos, com revistas em bolsas e mochilas e detectores de metal. 

Barreiras de metal também foram instaladas para impedir tentativas de ataques com veículos, como os que ocorreram nas pontes de Westminster e Londres no ano passado. As medidas incluem ainda atiradores de elite, policiais à paisana e tecnologia militar, como sistema de drones. 

Cães farejadores e patrulha montada ajudarão na segurança e foi pedido aos visitantes da cidade que não joguem confetes sobre a carruagem dos noivos. “Isso é um risco de segurança em potencial além de dar um trabalhão para limpar depois”, afirma um comunicado da Polícia local. 

O teste para a segurança começou hoje mesmo, quando Harry e William, também seu padrinho de casamento, surpreenderam os fãs ao deixar o castelo de Windsor para saudá-los. Harry aparentava calma e sorriu quando foi questionado se estava nervoso: “Me sinto ótimo. Obrigado”, disse, recebendo presentes da multidão como ursinhos de pelúcia. 

A monarquia britânica anunciou hoje que Meghan será conduzida ao altar pelo príncipe Charles, primeiro na linha de sucessão e pai do noivo. O pedido foi feito pela atriz, uma vez que seu pai não poderá comparecer à cerimônia por problemas de saúde. O Palácio de Kensington informou que o príncipe Charles ficou “muito feliz em poder dar as boas vindas a Meghan dessa maneira”. 

O evento, que mistura realeza, celebridade, pompa e cerimônia, tem atraído atenção em um nível estratosférico pelo mundo e dezenas de milhões deverão acompanhá-lo pelas redes de TV. 

O Palácio de Buckingham anunciou que o marido da rainha Elizabeth II, o duque de Edimburgo, assistirá ao casamento algumas semanas depois de ser submetido a uma cirurgia no quadril. O avô de Harry, de 96 anos, se aposentou das funções públicas em agosto e isso lançou dúvidas sobre se ele estaria bem para assistir à cerimônia. 

A mãe da noiva, Doria Ragland, que vive na Califórnia, tomou chá com a rainha hoje no Castelo de Windsor. Na noite de quinta-feira, ela jantou com a família do príncipe William e, no dia anterior, encontrou-se com Charles e sua mulher, Camilla. 

O casamento será realizado segundo o rito da Igreja da Inglaterra, mas o reverendo Michael Curry, primeiro bispo negro presidente da Igreja Episcopal dos EUA, também fará um sermão. Curry é filho de ativistas dos direitos civis americanos e descendentes de escravos, assim como a mãe de Meghan. / AP e AFP 

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